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Um pouco de minha experiência “na gringa”.

22 jul

Meca.

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Já faz um ano desde o inicio de minha jornada ao Reino Unido. Me lembro muito bem de todo o esforço e planejamento que fiz até chegado o dia tão esperando, em que eu iria finalmente sair para descobrir “a gringa” . A principio eu almejava muito conhecer gente mais experiente e poder aprender com todos eles, principalmente sobre ensinar e passar adiante a disciplina, esse era meu foco. Mas apesar de todo esse meu anseio em aprender eu também esperava ter a oportunidade de compartilhar com alguém um pouco do que eu já tinha como bagagem dentro da atividade. Não vou descrever aqui tudo que vivi lá, mas quero compartilhar um pouco da minha visão sobre oque se esperar de uma viagem ao exterior visando o crescimento no Parkour.

Ao todo foram 6 meses de muitas descobertas, passando por Reino Unido, Espanha e França, mas talvez a coisa mais valiosa que eu tenha descoberto, eu já carregava dentro de mim desde antes. Mas oque você quer dizer com isso Pedro? Bom, é simples, eu percebi que ás vezes não é necessário ir tão longe para encontrar o que realmente importa. Não digo que me arrependi ou mesmo que se tivesse a oportunidade de voltar no tempo eu não faria tudo igual, pois acredito que toda experiência pode ser valida, de uma forma ou de outra. Teria feito tudo igual, mas talvez com uma visão e uma expectativa um pouco diferente.

Quando cheguei a Londres, fui logo de cara conhecer o pessoal da Parkour Generations, e encontrei gente com um nível técnico e físico muito bom, assim como boas pessoas que me receberam muito bem, fui muito bem tratado. Me lembro que foi um tempo de muito treino, suor e calos na mão. Meu nível técnico e físico rapidamente cresceu. Eu estava treinando quase todos os dias, estava empolgado de estar em um ambiente novo, com pessoas novas, tudo novo. Mas hoje vejo que aquilo que realmente me fez evoluir nesse período não foi o fato de eu estar com PKGEN, tampouco os picos de Londres. Na verdade em Brasília já tínhamos o mesmo conhecimento sobre treinos, picos bons, uma mentalidade boa, e pessoas fantásticas. O que realmente me fez evoluir nesse período foi eu mesmo, eu estava ali sem pensar em mais nada, só para o Parkour, e claro, em um ambiente que não deixava de me favorecer. Era impossível então que eu não sentisse uma evolução rápida . Posso dizer que nesses 6 meses de experiência, talvez oque eu tenha aprendido sobre um treino de Parkour não passe de 10% de tudo que eu somei de novo na minha bagagem. Talvez oque me trazia mais alegria e me permitia evoluir em uma maneira tão rápida, era o fato de eu estar ali compartilhando das mesmas ideias e espirito com gente de tão longe, de diferentes culturas, e saber que poderiam estar aprendendo algo com você ao mesmo tempo em que você estaria aprendendo com eles.

Nessa viagem conheci gente que ia desde aspirantes até celébres e renomados do mundo do Parkour, sejam eles nativos da região ou mesmo gente que vem das mais variadas partes do mundo para treinar. Gente forte que salta distante, outros que nem tanto. Gente que se comunica mais através do movimento que com a boca, outros que são melhores em discursar a idéia de saltar que fazer um salto. Gente que gira, outros que não giram, gente que gira só um pouco. Gente sábia e experiente, gente nova buscando um espaço, gente buscando apenas um pouco de exercício físico e novas amizades, gente engraçada que se faz rir, outros que preferem a seriedade e rigidez. Mas ao final, todos esses tipos em um mesmo ambiente compartilhando da mesma prática buscando evoluir.

Eu também sempre mantinha uma vontade grande de vir a Europa e conhecer um pouco sobre as raízes da disciplina, estar com aqueles que começaram todo esse movimento, que hoje já se alastra por todo o mundo. E foi isso que fiz, depois de uma rápida passagem pela Espanha (Relatei um pouco dessa viagem no meu blog pessoal) fui direto a Paris para encontrar com o pessoal do Yamakasi e conhecer um pouco dessa galera que me inspirou bastante no meu inicio. Era estranho estar ali ao lado de gente que você tinha a impressão que já conhecia tão bem, mas se da conta que na verdade que vocês não se conhecem ainda. Me lembro muito bem quando vi Yann Hnautra(um dos Yamakasi da velha-guarda) em Evry, e fui falar com ele como se ele fosse já um antigo amigo de treino. Ou mesmo estar jantando com colegas depois de um treino e se dar conta que são pessoas que foram grandes responsáveis pelo inicio do movimento em todo o mundo, gente que revolucionou. O que quero dizer com isso, é que nesses momentos eu percebi que o valor estava apenas em estar ali compartilhando um pouco de mim com uma outra pessoa, independente de quem essa pessoa fosse. Também posso dizer que foi importante para mim conhecer toda essa gente e perceber o lado humano de cada um deles, isso me fez observar um pouco mais a mim mesmo e o meu potencial como praticante de Parkour e como pessoa também, coisa que vez ou outra esquecemos de fazer.

Durante esse tempo que estive experienciando e vivendo o Parkour de forma intensa, eu pensei muito em sobre todos meus amigos no Brasil e sobre todo o cenário brasileiro no geral, isso me fez perceber que ganhava muito mais do que eu já imaginava estando na minha cidade, com meus amigos de treino. Percebi que tudo que eu já havia vivido até então na viagem, eu poderia viver sem mesmo sair da cidade ou mesmo do bairro onde moro. É claro que eu recomendo viajar ao exterior a todos aqueles que queiram evoluir e viver novas experiências dentro do Parkour, mas antes disso recomendo fazer isso no seu próprio ‘’quintal’’. Você pode descobrir coisas tão incríveis quando descobriria estando em um outro país, distante de casa.

Hoje depois desse tempo todo, muitas coisas mudaram, tenho uma vida bem diferente (é claro que eu treino Parkour regularmente).Tudo que eu esperava para depois que eu voltasse de viagem, não está acontecendo, mas por outro lado, estão acontecendo outras coisas tão boas quanto as que eu planejava que acontecesse. Percebo melhor na minha prática que a vida é uma longa jornada de aprendizado, principalmente para aqueles que buscam isso com afinco.

Fortune Days

22 jan

Nosso amigo Pedro Santigas voltou de londres e acaba de lançar seu primeiro video dos treinos que tem feito no Brasil, um belíssimo video, parabéns Cyborg!

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Podkast com K – 005 – Brutalidade

10 jun

Olá Senhores,

Sejam bem vindos ao 5º episódio do PodKast co K. Dessa vez, Alberto Brandão (decimadomuro) e Bruno Rachacuca (PKMAX Parkour) debatem sobre BRUTALIDADE, é assim mesmo em caixa alta.

Ao lado dos traceurs Pedro Santigas e Mestre Conrad (PKMAX Parkour) o discute-se o tema a partir de referências brutas do próprio Parkour, como David Belle itself, Blane e principalmente Yahn Hnautra do Mjestic Force / Yamakasi. E referências brutas de fora do Parkour, advindas de filmes como o 300 e o treinamento realizado no Gym Jones, por exemplo.

A seguir, links externos de pontos relatados no PodKast:

Vídeo do Yahn Hnautra: http://www.youtube.com/watch?v=dwOvTA8bAnA

Trailer do 300: http://www.youtube.com/watch?v=wDiUG52ZyHQ

Embrutecimento avançado da Gym Jones: http://www.gymjones.com/knowledge.php?id=36

Divirtam-se e fiquem à vontade para nos mandar emails com suas dúvidas e sugesões:

alberto@parkour.com.br (ou de cima do muro, não sei)

bruno@pkmaxparkour.com

Comente abaixo seu próprios métodos de embrutecimento.

Até o próximo.


Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

<= (pedir para salvar como)

Reportagem – TV Globo

26 jan

Neste ultimo domingo gravei com o Santigas e o Pedro Thomas uma reportagem para TV Globo de Brasília, e ao contrário da maioria das reportagens essa acabou passando uma mensagem bacana.

Abraços

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http://www.youtube.com/watch?v=ZJNIuVbDY88
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PodKast com K – Episodio 1 – Parkour para Iniciantes

12 jan

PodKast com K – Episodio 1 – Parkour para Iniciantes

Olá Senhoras e Senhores, Amigos e Tracers !

Eu, Alberto Brandão (decimadomuro) e o Bruno Rachacuca(PKMAX) temos o orgulho de anunciar o lançamento desse primeiríssimo PodKast de uma série de vários outros.

Neste episodio temos a presença também de Pedro “Santigas” e Arthur “R2″ (PKMAX) para contar como cada um de nós começou, falar sobre os erros que cometemos no início de nossas vidas no Parkour.

Vamos discutir também sobre um documentário que é muito importante para quem está começando e influenciou muito todos nós para nos tornarmos quem somos hoje.  Stephane Vigroux – Le singe est le retour – U$F Vol. 3, Produzido pela UrbanFreeflow a alguns anos atrás. (mais…)