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	<title>Parkour - De Cima do Muro &#187; Treino Físico</title>
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	<description>Ajudando iniciantes a conhecer a arte do deslocamento, praticar o Parkour e viver com qualidade.</description>
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		<title>Entrando na Rotina</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jul 2011 03:03:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AnaAntar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Treino Físico]]></category>
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		<description><![CDATA[Diferenças culturais exercem grande influência na “evolução” dos tracers. Por que tendemos a achar que orientais fazem tudo melhor? Essa resposta costuma doer no nosso brio, mas ela é bem objetiva: Determinação e rotina. Pois é, nós brasileiros, culturalmente, temos o “hábito” de ser menos objetivos, tendemos a reclamar demais e fazer de menos. Crescimento [...]]]></description>
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</a><a href="http://decimadomuro.com/wp-content/uploads/2011/07/200901_IMG_0879-Tokyo-sumo-ceremony1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-864" title="200901_IMG_0879-Tokyo sumo ceremony" src="http://decimadomuro.com/wp-content/uploads/2011/07/200901_IMG_0879-Tokyo-sumo-ceremony1.jpg" alt="" width="448" height="298" /></a></p>
<p>Diferenças culturais exercem grande influência na “evolução” dos tracers. Por que tendemos a achar que orientais fazem tudo melhor? Essa resposta costuma doer no nosso brio, mas ela é bem objetiva: Determinação e rotina. Pois é, nós brasileiros, culturalmente, temos o “hábito” de ser menos objetivos, tendemos a reclamar demais e fazer de menos. Crescimento e melhora são diretamente proporcionais à sua determinação e empenho para que isso aconteça. Então, tracers geralmente se empolgam muito no início, mas, com o decorrer do tempo, querem respostas imediatas, buscando o nosso clássico jeitinho. Só que, feliz ou infelizmente, não existe um jeitinho para tudo e, quando esse jeitinho existe, com ele vem o ônus.</p>
<p>Qual a diferença de um tracer, para um artista circense, ou um artista marcial? Em geral, apenas a prática em si é o que os difere, mas a entrega para ser bom em qualquer uma delas tem de ser real e “total” (entendendo total como dentro dos seus limites). Assim, vemos com frequência associações dessas práticas a religiões, o que alguns enxergam como verdadeiro exagero, entretanto, se pararmos para pensar um pouco, é apenas outra forma de enxergar a religião. Não estou falando daquela fé cega e sem reflexão, mas da dedicação e seriedade com que tratamos a prática em si. Tratar a prática de forma “religiosa” não significa tratá-la como religião, mas encará-la com religiosidade. Essa percepção é delicada e, muitas vezes, passa despercebida. Importante lembrar que isso não inviabiliza a ludicidade nem o hedonismo inerentes à prática, mas os encara de outra forma.</p>
<p>Respeitamos o outro, o nosso espaço de treino e o nosso corpo, que é o nosso templo, afinal, não existe mente sã sem corpo são e vice versa. Assim sendo, por que vemos uma dissociação da prática disso? Porque, de um modo generalista, os jovens vêm perdendo a noção do que é respeito a si e aos outros, buscando a prática apenas como mais uma forma de se sobressair.  Assim, vemos cada vez mais tracers de final de semana, sem entender o que estão fazendo ou por que estão fazendo, pois são apenas reprodutores de uma prática vazia, sem sentido, sem responsabilidade nenhuma com seu corpo ou com o dos outros, porque, além de praticarem, muitas vezes reproduzem um conhecimento que não têm, e o que vemos é uma sucessão de lesões cada vez piores, já que estão “todos” à procura do jeitinho, da forma mais fácil.  A arte do deslocamento, aos poucos vai se perdendo, deixando de ser “arte” para cada vez mais se tornar deslocamento e, na maioria das vezes, nem isso.</p>
<p>O problema é que esse perfil se reflete em todos os aspectos da cidadania do povo brasileiro (se é que sabemos, o que é cidadania). Somos <span style="text-decoration: line-through;">reclamões</span>, pois reclamamos de tudo: Dos políticos corruptos, do preço da gasolina, da cesta básica e em contrapartida estamos sempre atrás da maneira mais simples; reclamamos tanto, mas agimos da mesma forma. E estamos fazendo isso com o Parkour, sendo que, ao não fazermos nada, estamos criando uma ausência de futuro, ou, sem percebermos, a prática está evoluindo (entendendo evoluir no seu sentido literal, como mudança), só não posso afirmar que essa evolução é para melhor ou para pior. Se existe uma solução pra isso, sugiro que deixemos essa preguiça de lado, pois nem toda rotina é ruim e, ao nos organizarmos estamos criando talvez um futuro melhor.</p>
<p>Esse comodismo brasileiro não surgiu do nada, não somos incentivados a pensar. A educação depois do golpe militar até hoje não conseguiu se reestruturar. Vivemos em um país de analfabetos funcionais, não temos criticismo e estamos ficando cada vez mais obesos. A educação esportiva no Brasil soa como piada. Lá fora você tem educação em tempo integral, as crianças são obrigadas a fazer algum esporte. E aqui? Jogam uma bola no meio da quadra (quando tem quadra) e apitam um babinha. Enfim, é obvio que o problema é muito mais profundo, mas não adianta só ficarmos confortáveis nas nossas poltronas pontuando os problemas. É hora de arregaçarmos as mangas e começarmos a resolver.</p>
<p><a href="http://decimadomuro.com/wp-content/uploads/2011/07/200901_IMG_0879-Tokyo-sumo-ceremony.jpg"><br />
</a></p>
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		<title>E assim começamos..</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 05:22:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Brandão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Começando]]></category>
		<category><![CDATA[Treino Físico]]></category>
		<category><![CDATA[parkour]]></category>

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		<description><![CDATA[Me seguro muito para não escrever sobre os treinos e sobre tudo o que passamos no começo do Parkour por aqui. Acho que pode soar mal interpretado, exagerado e até mesmo egocêntrico. Sofremos muito, e aprendemos muito com tudo o que fizemos. Cada gota de suor que caiu naquele chão contribuiu para tudo o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://decimadomuro.com/wp-content/uploads/2011/06/one_thousand_25-e1305061183984.jpg"></a><a href="http://decimadomuro.com/wp-content/uploads/2011/06/one_thousand_33.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-824" title="one_thousand_33" src="http://decimadomuro.com/wp-content/uploads/2011/06/one_thousand_33.jpg" alt="" width="450" height="600" /></a></p>
<p>Me seguro muito para não escrever sobre os treinos e sobre tudo o que passamos no começo do Parkour por aqui. Acho que pode soar mal interpretado, exagerado e até mesmo egocêntrico. Sofremos muito, e aprendemos muito com tudo o que fizemos. Cada gota de suor que caiu naquele chão contribuiu para tudo o que sou hoje em dia. Cada um que ralou a mão naqueles muros contribuiu para a força que tenho, determinação que adquiri, e todo o conhecimento que o Parkour me trouxe, relatos como esse que se segue, me fazem lembrar de como somos fortes.</p>
<p>O André, foi um dos bons amigos que o Parkour me trouxe, e com a vida cada vez mais corrida nos vemos apenas em encontros casuais pela rua, mas sempre conversamos com um respeito e carinho enorme. O André me mandou esse texto e fiquei bastante comovido com o conteúdo, me trouxe várias lembranças maravilhosas, e acho que seria injusto não compartilhar isso com vocês.</p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;"><br />
</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Esta é uma mensagem e agradecimento de quem iniciou e está até hoje no caminho do Parkour.</span></p>
<p><span style="color: #808080;"> </span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Meu nome é André (Ninja), e alguns dos  antigos aqui de Brasília me conhecem, sou de Sobradinho – Df e treino desde início de 2006, sempre influenciado pelos filmes(Principalmente Jackie Chan, nada a ver com PK, mas só aquilo já achava demais!). Ví uma reportagem sobre essa “prática” pulei da cadeira dizendo: &#8220;CARALHO! É ISSO! É ISSO AÍ! as  TÉCNICAS que o JACKIE CHAN  FAZ!&#8221;  (Nada a ver, olha a falta de informação na merda que dá ). Após tentar achar incansavelmente informações corretas sobre Parkour que na época eu não sabia que era este nome, nem tinha idéia quem e o que era David Belle, Foucan,Yamakasi, Método Natural e etc.</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Depois de procurar e não achar nada direito eu consegui iniciar os treinos graças ao contato no Orkut do pessoal de Sobradinho -DF que estava iniciando também. Nosso primeiro “treino” foram apenas Landings, saltos de precisão e mais Landing, coisa besta, ridícula. Foram 50 landings de uma altura de 1,50m e depois os saltos de precisão e depois mais landings. No final eu falei: “Só isso? É isso? Se for assim vai ser tranqüilo”. Eu já com 7 anos de artes marciais nas costas pensava que aquilo não ia fazer nem cócegas, MEU IRMÃO, no outro dia eu acordei QUEBRADO! PQP! Eu falei: “Mas que porra é essa bixo? Aqueles saltinhos acabaram comigo! Como pode! Sempre treinei muito, trabalhei muita perna, corri, lutei, 7 anos de artes marciais! como pode!? ”. É diferente, a musculatura trabalhada é diferente! A intensidade, é totalmente diferente de qualquer outra atividade,  fiquei indignado, e ao mesmo tempo louco para treinar mais, para mim tudo que me faz ficar quebrado, acabado, me põe no chão e me faz ficar mais forte é digno de ser treinado e vale a pena.</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Depois de saber o que era essa prática vendo alguns vídeos na internet e algumas informações eu percebia que aqueles saltos, pulos, movimentos, o cara para fazer isso precisava ser forte, para aguentar os impactos e a intensidade dos movimentos. Com o pouco que eu tinha(na verdade, NÃO TINHA NADA!), vi que precisava de mais conhecimento, e de alguém bem mais experiente e que pudesse me explicar realmente o que era Parkour e como treinar. Depois de saber onde encontrar tive a sorte e oportunidade de treinar com os melhores caras que conheço, sou grato a tudo que aprendi(e aprendo até hoje) com eles. Iniciei os treinos com o Beto(Alberto), Alex Pires, Bernardo, Breno, Santigas, Alan. Lá nos treinos eu sentia a essência de um treino. Sem frescura, pesado, puxado, desafiador, que te colocava no limite. Um dos vários treinos que tínhamos a exemplo, era o famoso “círculo maldito”, eu pensava sempre “CARALHO! ESSE É O TREINO! É ISSO QUE EU QUERO!”. Sempre que eu voltava de um treino ou da 308 ou 303 sul, no outro dia eu acordava quebrado, morto e querendo mais!</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Como eu já vinha de uma doutrina de arte marcial, de disciplina, respeito, muito treino, sem moleza. Eu me identifiquei muito com o Beto(tenho muito respeito por esse cara, devo muito a ele, é umas das únicas referencias de responsabilidade que eu indico para quem me pergunta. O Beto que também vinha de uma linha assim, sempre focado, sério, os treinos  tinham que ter disciplina e ralação total, e nada de moleza, preguiça e desculpa.  Não tinha espaço para isso nos treino, coisa que eu concordava(e concordo até hoje, claro que mais brando, respeitando um pouco os limites dos outros). Era lei da natureza mesmo, sobrevivem os mais fortes(tanto física quanto mental) e os que não aguentavam eram “eliminados” . Mesmo que fosse um pouco desigual com as outras pessoas, isso forçava os que treinavam para valer a ter uma evolução muito grande. O negócio era ser bruto mesmo, e era o que eu queria! Ficar mais forte! Bruto! Para aguentar o tranco dos movimentos, ir mais longe e mais rápido.</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Ultimamente ouvi a todos os “PODKAST  COM K” e o melhor foi sobre a BRUTALIDADE , que era(e ainda é) desse jeito em alguns treinos. Lembro que quem me ensinou sobre como ser bruto foi o Beto, e claro o Alex Pires, lembro uma vez que estávamos treinando “saut de bras” e o Alex estava comandando o treino, eu praticamente não falo durante o treino, para mim treino é hora de treinar e não de falar. Mas naquela hora fui explicar para outro iniciante sobre a pegada do movimento e o Alex me pegou na hora que eu estava de pé falando de técnica. Ele chegou perto de mim e falou: “Ow  já que você tá falando de técnica aí, sabe uma técnica boa para você ficar forte?” eu pensei : &#8220;Caraca, quero saber&#8221;, e falei para o Alex: “Sério? Que técnica é?, Fala aí”, ele falou bem sério e rápido: “treina mais e fala menos!” e saiu. PQP! Era uma brutalidades assim, e eu saiba que o negócio era esse mesmo. </span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Lembro que na época estava a sensação do “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Sj1wLz5BJOM">Planche</a>” lá na 308, nas  árvores, quase todo mundo já conseguindo fazer o bendito do “Planche”  que era um marco na época! O Beto ainda fazia por etapas! (faz tempo  mesmo) fazia primeiro com um braço e depois o outro, ele fez uma assim  para me mostrar. Daí o Alex chegou e falou: “quando vocês estiverem bons  eu ensino a fazer isso” e já fez o “Planche ” com os dois braços e de  uma vez só! E todo mundo: “Caralho! Que escroto!” Porra! O FDP já estava  lá na frente do pessoal, em um outro nível, daí eu perguntei: “Caraca!  Como se faz isso?” O Alex falou: “é fácil, SOBE!”. Eu falei: “Pô bixo,  mas como eu faço para subir?”, Ele veio de novo e falou: “Bixo, Sobe!  PEGA E SOBE!”. Daí depois de algumas tentativas frustradas fui no Beto e  falei: “Ow Beto, como faço para subir com Planche?”, e para mim como o  Beto já estava começando e já sabia como fazer eu esperava já sair do  treino com alguma dica, daí o Beto falou: “Ah Véi! É fácil pega e SOBE!”  ¬¬. PQP! Resultado, voltei para Sobradinho com isso na cabeça. Eu não  ia parar enquanto não conseguisse fazer o “Planche”, fiquei 1 mês!  praticamente todos os dias tentando fazer, treinava barra  incansavelmente, e finalmente consegui fazer! Subí com um braço e depois  outro! Depois voltei para 308 já para acompanhar os caras fazendo o  bendito do Planche, depois do treino pesado, comentei  que já estava  subindo com um braço e depois o outro. Daí o Beto falou: “Pô, muito bom,  é isso aí! Agora você tenta fazer assim” e já subiu com os dois braços  em um movimento fazendo o “Planche”! Caraca! O cara já estava lá na  frente! E era isso que me estimulava! Eu chegava e via um novo  movimento, técnico ou exercício, que eu ainda não conseguia fazer,  voltava para casa, treinava, treinava e treinava até conseguir. Quando  eu voltava já fazendo, os caras já estavam em outro nível, e isso força  agente a sempre evoluir. Pena que não pude treinar todos os dias com  ele, se não minha evolução seria estupidamente maior. Para os iniciantes  que estão vindo agora, aproveitem a oportunidade de treinar com esses  caras, vocês vão evoluir muito rápido!</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Depois foi a hora de tentar o Planche completo. Tentei, tentei, e tentava de todos os jeitos e não conseguia. Ralei pra caralho. Depois em um outro treino qualquer na 303, já no final desse treino, só estava Eu, o Beto, Alan e mais um que não me lembro. Eu sei que conversando com eles, eu falei que estava treinando direto e não conseguia fazer Planche, daí o Beto me deixou tentando um monte de vezes sem conseguir e eles fazendo tudo. Eu pensando comigo: “como eles estão conseguindo??” no final o Beto deu aquela dica da jogadinha do joelho ou do balanço, e na segunda tentativa eu consegui! PQP! Foi tão tranquilo que não fiz quase nenhuma força, foi “fácil” porque eu já estava treinando e tentando há muito tempo! Se eu não estivesse ficado esse tempo todo treinando para conseguir sozinho eu poderia não conseguir mesmo com as dicas. Depois de comemorar falaram aquele antigo lema:  “No parkour para você conseguir fazer um, você tem que fazer no mínimo três e seguidas! Sem errar nenhuma entre as três”. Essa sensação é indescritível. Vencer algo que você está ralando e treinando pra caralho, só quem treina que sabe.</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Treinar duro, sem frescura, indo além do limite, se desfazendo de qualquer fraqueza ou desculpa é importante. Essa brutalidade é importante. Lembro que várias vezes existiam os treinos noturnos, e eu VIBRAVA COM ELES! Teve uma vez em que fizemos um treino e um deles era o seguinte: &#8220;Serão 100 “Saut de Bras”, só a subida e SEM BRARULHO! Se alguém fizesse barulho, nós iríamos fazer mais 10, e todo mundo ia fazer! Era madrugada, qualquer raspada no muro fazia um puta barulho, só quem quer ser melhor vem treinar nesses momentos. Lembro que estávamos tão alucinados com os treinos que fazíamos de propósito barulho para fazermos mais 10! Lá pelas quase 03:00 da madrugada, e eu tinha que estar no serviço as 07:00 da manhã. Estávamos treinando equilíbrio no <a href="http://1.bp.blogspot.com/_8FV9wiU17_A/TJEjBzRy2sI/AAAAAAAAAEs/fvBYVh-Fnhs/s1600/308+Sul.bmp" target="_self">círculo de areia na 308</a>, iríamos fazer 50 voltas para um lado e 50 voltas para o outro lado, Sem cair! No finalzinho a maioria já morto, muitos com sono, alguns parando no meio do treino, e para os que se mantinha em pé, o lema era “faça e não reclame!”. No final só quem não perdeu o equilíbrio e não caiu fomos Eu e o Beto. Lembro que nessa época já estávamos em um nível de brutalidade foda, teve um momento nessa noite que algumas pessoas chegaram para mim e falaram: “André, vê se vc consegue falar com o Beto, ele tá muito bruto com o pessoal”. Eu parei.. Olhei, já estava quebrado e já no final do treino, ainda concentrado, falei  no extinto: “Sim, e daí? Quem não aguenta sai”. Não tinha desculpa, tem que fazer, então tem que fazer, e só.</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Uma coisa que muitos iniciantes não entendem, não gostam, desistem, reclamam, é justamente isso: “Pô, se já tem um jeito fácil de fazer, para que sofrer tanto? Para que treinar tanto?”. É justamente para você dar valor aos treinos, se conhecer, batalhar e ralar por você mesmo até conseguir chegar por seus próprios méritos. Com isso você desenvolve e caleja seu espírito, você não desiste por qualquer coisa. Você aprende a cair, levantar, e seguir em frente. Você sempre vai tentar ir além do que seu corpo consegue.</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Ser forte não é ter só força física, ser rápido, fazer tudo. Ser forte é você apanhar, cair, levantar, apanhar, cair, levantar de novo e continuar aguentando. Até  um nível tal, onde não vai ser qualquer coisa que vai te derrubar.</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Muitos falam que Parkour é para qualquer um, mas NÃO É! Parkour é para quem está disposto a ralar, sentir dor, cansaço tanto físico quanto mental , é para quem consegue desenvolver um espírito lutador, quem está disposto a sofrer para atingir um objetivo. Parkour está disponível para todos que querem, MAS os que querem devem se transformar ou desenvolver essas e outras “qualidades” . De aguentar a dor, ralar, ralar, ralar, não desistir e etc&#8230; e isso é possível! Conheci muitos que nunca tiveram alguns dessas qualidades que desenvolveram com o treino, incentivo e perseverança.</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Atualmente temos a consciência de que contra-balanceando a exigência dos treinos e a disciplina, com as limitações das pessoas conseguimos equilibrar e  desenvolver qualquer pessoa que se identifique. Até mesmo algumas (não todas) que inicialmente não durariam muito tempo no “sistema antigo ” que ainda é pelo menos para mim, o que funciona! Infelizmente com o tempo que tenho, e as vivências que tivemos, MUITOS  ficaram, ficam e vão ficar pelo caminho. </span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Parkour não é para qualquer um! Parkour é  para TODOS, todos que estão dispostos a se tornarem mais fortes.</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Quero parabenizar e dizer que o trabalho sério, bem feito, com espírito forte e fiel as origens do Parkour. Como os grande que tive a oportunidade de aprender, sempre se desenvolvendo aprimorando suas as técnicas com os melhores do mundo. Como foi a vinda do <a href="http://www,movnat.com" target="_blank">Erwan (Método Natual/MovNat)</a> e do <a href="http://www.parkourgenerations.com/users/Thomas">Thomas Coeutdic</a> aqui para o Brasil que foi uma das melhores experiências que já tive, e aprendi muito. Esse trabalho dá frutos e se perpetua. Por mais que, de 30 que iniciem e reste apenas 1, esse único que durou leva o legado para frente. Um exemplo disso é um cara que se tornou um dos melhores atualmente, grande  Maurício! Lembro a primeira vez que vi o cara, depois do treino pesado, estávamos quebrados e faltavam 100 landings, terminamos os 50 primeiros, o Beto falou para dar um intervalo, assim que nós sentamos o Maurício que estava iniciando chegou para o Beto e perguntou: “Cara, eu posso terminar os outros 50 agora? É que eu tenho que ir para casa”. O Beto falou que sim e  o cara voltou a fazer os outros 50 como se fossem os primeiros! Eu olhei pro Beto e ele falou: &#8220;Caralho véi!&#8221;, Eu fiquei impressionado também, e na mesma hora eu pensei: &#8220;o cara tem fibra, se ele continuar treinando assim, vai ficar monstro ” Dito e feito! Hoje o cara tá mandando muito bem. Quem inicia certo, termina certo!</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Por mais que eu não mantenha contato, eu continuo, sempre treinando, saltando por aí, e ajudando os que querem iniciar a treinar, do mesmo jeito que me ajudaram quando iniciei.</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Os “PODKAST COM K” estão ótimos e de parabéns.</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">PARABÉNS BETO !!! PARABÉNS A TODOS QUE CONTINUAM COM ESSE TRABALHO !!! Parabéns ao “DECIMADOMURO”, “PULO DO GATO”,  “PKMAX”, “Geração Tracer” “Movimente” e tantos outros que continuam com esse trabalho.</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">Grande abraço</span></p>
<p style="padding-left: 60px;"><span style="color: #808080;">FORÇA SEMPRE!</span></p>
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		<title>Treino de Força para o Parkour</title>
		<link>http://decimadomuro.com/2010/09/treino-de-forca-para-o-parkour/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Sep 2010 19:23:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Brandão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Treino Físico]]></category>
		<category><![CDATA[Videos]]></category>
		<category><![CDATA[barras]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu não consegui ainda dar continuidade aos episódios do Minuto Parkour, e nem filmar alguns exercícios de forma organizada como eu queria. Comprar uma câmera é uma das minhas prioridades próximas para poder continuar o projeto do Decimadomuro, se alguém quiser fazer caridade, sinta-se a vontade . Mas como não podemos deixar o barco afundar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não consegui ainda dar continuidade aos episódios do Minuto Parkour, e nem filmar alguns exercícios de forma organizada como eu queria. Comprar uma câmera é uma das minhas prioridades próximas para poder continuar o projeto do Decimadomuro, se alguém quiser fazer caridade, sinta-se a vontade <img src='http://decimadomuro.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> .</p>
<p>Mas como não podemos deixar o barco afundar, procurei um vídeo que desse para ilustrar bem como um bom treinamento de Parkour em ambiente aberto deve ser, e que pode ser muito divertido, e encontrei esse vídeo que muitos dos Tracers mais antigos já devem ter visto, mas vai ser um prato cheio para quem está começando e não sabe muito bem como fortalecer.</p>
<p>Os exercícios são de variados níveis técnicos, e obviamente devem ser adaptados e mesclados junto com a capacidade de cada um.</p>
<p>O video está em ingles, mas não representa muita coisa porque o que importa são os exemplos práticos, os comentários são pouco relevantes. e qualquer dúvida já sabem, e-mail-me!</p>
<p>Abraços</p>

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		<title>Descanso</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 15:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Brandão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Treino Físico]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde que o Podcast sobre Brutalidade saiu, o foco do decimadomuro.com foi para atender o anseio de todos que se identificaram com o tema, e partiram para os treinos físicos absurdamente exigentes, que concordamos que além de divertidos e desafiadores, nos trazem uma grande sensação de vitória ao concluir as tarefas, mas não podemos excluir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" title="rest" src="http://cache2.asset-cache.net/xc/94249794.jpg?v=1&amp;c=IWSAsset&amp;k=2&amp;d=77BFBA49EF878921CC759DF4EBAC47D07698BF947EF897C97088DA5085FE4486F7D45BA85D2202C0E30A760B0D811297" alt="" width="235" height="356" /></p>
<p>Desde que o Podcast sobre Brutalidade saiu, o foco do decimadomuro.com foi para atender o anseio de todos que se identificaram com o tema, e partiram para os treinos físicos absurdamente exigentes, que concordamos que além de divertidos e desafiadores, nos trazem uma grande sensação de vitória ao concluir as tarefas, mas não podemos excluir um outro lado, o descanso.</p>
<p>Saber descansar é um conhecimento de Ouro, é muito fácil através de uma rotina de treinos muito exigente, má alimentação, e pouco descanso sofrear um overtraining, e ai, o resultado todo vai embora 10x mais rápido do que veio.</p>
<p>De forma simplificada, Overtraining é um termo utilizado para descrever sintomas de &#8220;baixa&#8221; do corpo, quando ele não consegue mais se recuperar dos exercícios e então o &#8220;atleta&#8221; começa a se sentir desmotivado, com muitas dores que nunca passam, uma sensação &#8220;eterna&#8221; de exaustão, e uma notável queda na performance.</p>
<p>É necessário entender que precisamos de pelo menos um dia na semana em que não sejamos cobrados por nós mesmos, onde vamos relaxar, e simplesmente não treinar, não exigir do psicológico e do físico, e se necessário até mais dias.</p>
<p>Importante entender que o corpo precisa desse descanso, e como não temos um treino organizado por um profissional, temos que aprender a tornar nosso descanso uma prioridade, mas sem usar disso para ficar preguiçoso nos treinos.</p>
<p>Um exemplo de como um descanso funciona, é como fazemos em dietas para atletas, aonde durante 6 dias da semana se segue uma alimentação 100% regrada e complexa, e 1 dia na semana temos uma refeição livre (para os mais rígidos) ou um dia inteiro livre para comer a vontade (o famoso shit-day).</p>
<p>O Ponto é não nos privar 100% das coisas ao nosso redor, porque com o tempo essa cobrança acaba se tornando uma mágoa e um dia nos irritamos e jogamos tudo pro alto, largando toda a disciplina pra trás e perdendo toda motivação.</p>
<p>Para os mais ativos, que querem treinar todos os dias, e tem medo de acabar com overtraining, lembrem-se que descansar nem sempre é ficar parado, se quer movimentar o corpo, chame a namorada para caminhar no Parque, vá jogar futebol com os amigos, dar uma volta de bicicleta, ou alongue-se! Mas deixe seu corpo e seu psicológico a vontade para curtir a folga dele.</p>
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		<title>Programa de Embrutecimento &#8211; 002</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 14:25:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Brandão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bodyweight Culture]]></category>
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		<description><![CDATA[Iai pessoal? como foi o ultimo desafio? gostaram? Para esta semana pensei em algo que não exige tanto do corpo mas sim do psicológico, da capacidade de  segurar o foco e seguir com uma meta até o final. Quero reforçar que não coloco um tempo mínimo de descanso, nem um tempo total para a execução, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://decimadomuro.com/wp-content/uploads/2010/06/24.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-633" title="24" src="http://decimadomuro.com/wp-content/uploads/2010/06/24-283x300.jpg" alt="" width="283" height="300" /></a>Iai pessoal? como foi o ultimo desafio? gostaram?</p>
<p>Para esta semana pensei em algo que não exige tanto do corpo mas sim do psicológico, da capacidade de  segurar o foco e seguir com uma meta até o final.</p>
<p>Quero reforçar que não coloco um tempo mínimo de descanso, nem um tempo total para a execução, isso vai de acordo com as condições de cada um, todo esse treinamento tem um efeito mais psicológico do físico para mim, e é isso que quero passar para vocês! Persistência!</p>
<p>Para essa semana temos:</p>
<blockquote><p>1000 Abdominais</p>
<p>500 flexões</p></blockquote>
<p>Não esqueça de comentar e discutir os treinos na comunidade <a href="http://http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=35433799" target="_blank">Bodyweight</a><a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=35433799" target="_blank"> Culture</a>!</p>
<p><a href="http://http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=35433799" target="_blank"></a></p>
<p>Até a próxima!</p>
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		<title>Programa de Embrutecimento</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 03:25:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Brandão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoal, Eu e o Icaro Iasbeck conversando sobre a revitalização da comunidade Bodyweight Culture, e seu objetivo inicial, incentivar exercícios com peso do corpo, e incentivar a Brutalidade física para interessados e praticantes de Parkour(acredito que a maioria da comunidade) A idéia é semanalmente postar uma &#8220;idéia imbecil&#8221; para ser seguida por cada um e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://decimadomuro.com/wp-content/uploads/2010/06/1-arm.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-622" title="1-arm" src="http://decimadomuro.com/wp-content/uploads/2010/06/1-arm.jpg" alt="" width="353" height="549" /></a>Pessoal,</p>
<p>Eu e o Icaro Iasbeck conversando sobre a revitalização da comunidade <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=35433799" target="_blank">Bodyweight Culture</a>, e seu objetivo inicial, incentivar exercícios com peso do corpo, e incentivar a Brutalidade física para interessados e praticantes de Parkour(acredito que a maioria da comunidade)</p>
<p>A idéia é semanalmente postar uma &#8220;idéia imbecil&#8221; para ser seguida por cada um e que tende a se dificultar ao longo do tempo, para que todos os interessados acabem evoluindo junto. Pretendo junto desse programa, montar modelos de treinos &#8220;prontos&#8221; para cada um seguir caso não tenha um modelo próprio, e assim todo mundo embrutecer.</p>
<p>As metas serão postadas no Decimadomuro.com e consequentemente na comunidade. Não deixem de compartilhar suas opiniões, dificuldades e idéias com a gente.</p>
<p>Nesse domingo, nossa &#8220;idéia imbecil&#8221; consiste em fazer:</p>
<blockquote><p>200 Flexões<br />
100 Barras</p></blockquote>
<p>e assim com o tempo vamos dificultando as tarefas!</p>
<p>Essa iniciativa se deu ao grande sucesso do <a href="http://decimadomuro.com/2010/06/podkast-com-k-005-brutalidade/" target="_self">episodio 5 do podkast com k</a>, que trata sobre brutalidade, e treinos físicos, se você ainda não ouviu, ouça e inspire-se!</p>
<p>Abraços</p>
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		<title>Por que desistimos?</title>
		<link>http://decimadomuro.com/2010/06/616/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2010 23:51:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Brandão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Começando]]></category>
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		<description><![CDATA[Por que desistimos? Quando os treinos são muito duros tendemos a desistir, uma voz na nossa cabeça fica nos dizendo a cada segundo: &#8220;depois disso eu paro&#8221;. Alguns ouvem a voz outros ignoram e seguem em frente. A diferença entre quem continua e quem desiste é nítida não só em resultados, mas em postura e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://decimadomuro.com/wp-content/uploads/2010/06/know_37_6.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-617" title="know_37_6" src="http://decimadomuro.com/wp-content/uploads/2010/06/know_37_6-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Por que desistimos?</p>
<p>Quando os treinos são muito duros tendemos a desistir, uma voz na nossa cabeça fica nos dizendo a cada segundo: &#8220;depois disso eu paro&#8221;. Alguns ouvem a voz outros ignoram e seguem em frente. A diferença entre quem continua e quem desiste é nítida não só em resultados, mas em postura e compreensão do preço pago por cada uma das habilidades novas.</p>
<p>Quantas vezes durante a corrida, você não pensou que depois daquele poste de luz você ia parar? que depois da terceira série de flexões você ia parar porque não dava mais? que depois da 20a repetição você ia pra casa, que já estava bom? isso acontece o tempo todo com todo mundo.</p>
<p>Criamos limites na nossa mente o tempo todo, e que tentam determinar quando desistir, quando deixar de fazer algo, é como uma forma de auto-proteção. Temos medo de ficar muito dolorido depois, de não conseguir treinar movimentação depois do treino físico, de ter que passar 3 dias para treinar de novo por causa das dores, temos medo de muitas coisas que nos dizem para parar.</p>
<p>Mas não só o medo, temos pena de nós mesmos, sempre achamos que estamos nos esforçando demais, dando tudo de nós, temos pena quando vemos outras pessoas fazendo, e assim temos pena quando fazemos, e assim queremos parar. Tudo num treino nos diz para parar, a pessoa que guia os treinos quer nos ver caído no chão e dizer que não conseguiu, a pessoa que está do nosso lado quer nos intimidar dizendo que o treino está fácil, nós com nossa auto-piedade continuamos nos dizendo que está muito duro, que não vamos agüentar. Todo o tempo tudo nós diz para parar.</p>
<p>Devemos treinar um dia de cada vez, fazer tudo que pudermos hoje, sem se importar com o próximo, treine como se fosse seu ultimo treino. Não se importe com o amanha, com as dores, com o cansaço, se o corpo falhar, pare, respire, vomite se precisar, lave a boca, e volte pro treino. O Importante é não desistir.  Quando desistimos num treino, não estamos desistindo do treino, estamos desistindo de nós mesmos.</p>
<p>Por isso &#8220;cultivar&#8221; o espirito da &#8220;brutalidade&#8221; é importante para nós, Para quem treina qualquer modalidade esportiva. Não só ser destaque é o objetivo do treino mais pesado, não é a melhora física, muito menos a melhora técnica. O Maior ganho da &#8220;brutalidade&#8221; é psicológico, é entender do que somos capazes, aonde podemos chegar.</p>
<p>Gostaria de que todos que não ouviram o podkast por achar que o assunto foge do seu interesse, pense que é uma oportunidade para ver o assunto de uma perspectiva diferente, divertida e nunca é tarde para ser bruto!</p>
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		<title>Parkour Origins &#8211; Metodo Natural</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 13:19:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Brandão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Começando]]></category>
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		<description><![CDATA[GeorgésHebert. O Ponto neste artigo é explicar o que é o Método, e como treinar o Método Natural pode te ajudar a progredir no Parkour, e acrescentar mais emoção no seu treino.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Uma das mais aclamadas origens do Parkour é o Método Natural de fisiculturismo de</p>
<p><img class="alignright" title="MN" src="http://muscul.az.free.fr/historic/hebert/Hebert-00.jpg" alt="" width="255" height="315" />Georgés Hebert. O Ponto neste artigo é explicar o que é o Método, e como treinar o Método Natural pode te ajudar a progredir no Parkour, e acrescentar mais emoção no seu treino.</p>
<p style="text-align: left;">O Método Natural</p>
<p style="text-align: left;">Deslumbrado com a  beleza dos corpos dos nativos africanos, e todas as habilidades desenvolvidas pelo modo de vida que levavam. Hebert descrevia sempre a flexibilidade, força, e agilidade que esses nativos possuiam mesmo sem nenhum treinador, adquirindo apenas pela vida natural.</p>
<p style="text-align: left;">O Método Natural (Methode Naturelle) em como foco o treinamento de forma natural, mas não natural quanto ao ambiente, (podendo ser praticado em locais fechados) mas quanto aos movimentos praticados.</p>
<p style="text-align: left;">Géorge Hebert dividiu o Método em 10 habilidades naturais dos seres humanos: Andar, <a href="http://decimadomuro.wordpress.com/2010/01/06/e-melhor-voce-correr/">Correr</a>, Saltar, <a href="http://decimadomuro.wordpress.com/2010/01/31/principios-basicos-do-parkour-qudrupedia/" target="_blank">Quadrupedia</a>, Escalar, Equilibrar-se, Arremessar (Objetos Pesados), Levantar (coisas, pessoas, etc..), Lutar (Defesa), e Nadar).</p>
<p style="text-align: left;">O Treino</p>
<p style="text-align: left;">Em um treino de Método Natural devem estar presente todas as 10 disciplinas (ou pelo menos grande parte delas, nem sempre se tem um lago para nadar por exemplo). O treino pode durar de 20 a 60 Minutos, e pode ter distancias de alguns metros ou vários quilômetros, onde serão praticadas essas atividades.</p>
<p style="text-align: left;">Ná Pratica</p>
<p style="text-align: left;">Comece andando por alguns minutos, passos alongados e firmes, depois comece a correr, se possível após algum tempo correndo, salte por cima de pedras, de uma pedra para outra, de cima alguns lugares mais altos, e então ande em quadrupedia por mais alguns minutos, escale pedras e arvores ao redor,  procure um tronco e equilibre-se sobre ele, tente atravessar pontos onde necessitem de equilíbrio, levante e arremesse pedras, faça luta sombra chutando e socando no ar simulando uma situação de defesa, e no final nade por alguns mínutos.</p>
<p style="text-align: left;">Acima descrevi um treino feito em um ambiente propicio para isso, uma cachoeira ou algo do gênero. Como nem sempre podemos fazer este tipo de treino num local desses, tente simular as mesmas coisas em ambientes diversos, podendo ser no meio da cidade mesmo. Ambientes preparados especialmente para o MN também podem ser desenvolvidos.</p>
<p style="text-align: left;">Fundamentos Morais</p>
<p style="text-align: left;">Georges Hebert em 1902 coordenou a evacuação de uma cidade durante a erupção de um vulcão, Hebert salvou aproximadamente 700 pessoas. Essa experiência teve grande influencia em sua vida, fortalecendo a sua crença de que a habilidades físicas devem ser combinadas com coragem e altruísmo.  Traduzindo este sentimento no seu lema  &#8221;<em>Etrê fort pour etre utile</em>&#8221; (<em>Ser Forte, Para ser útil</em>).</p>
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