Archive | Começando RSS feed for this section

Auto-preservação, Parkour em sua essência.

27 jul

Um dos principais conceitos que rondam o Parkour, o que aprendi muito cedo e que guiou muitos dos meus treinos evitando até que eu evoluísse mais rápido, mas que eu me mantiveram vivo até hoje, é o da auto-preservação.

Um dos textos que eu lia dezenas de vezes por dia quando comecei a treinar Parkour, dizia claramente a importância de simplesmente não se machucar, de procurar cada vez menos assumir riscos desnecessários aonde se machucar poderia ser até fatal, e isso sempre ficou muito fixo em minha cabeça.

Não assuma riscos desnecessários

Independente do esporte que estivermos falando, as linhas abaixo se enquadram perfeitamente, e gostaria de pedir muita atenção e reflexão dos leitores daqui pra frente.

Parkour em sua real essência é uma atividade onde baseamos nosso desempenho em situações de caráter real, onde hipoteticamente precisaríamos utilizar nossas  habilidades para sair de uma situação de perigo, ou até mesmo ajudar outras pessoas em situações de risco, e se nos machucamos somos inúteis, não conseguimos nós salvar, muito menos ajudar outra pessoa.

Mas também treinamos porque gostamos de ter saúde, bem estar, manter o físico, ganhar força, nos sentimos bem em tirar aquele tempo precioso para transpirar, se movimentar, colocar os músculos para trabalhar. Somos humanos, somos feitos para nos movimentar, e é isso que buscamos quando queremos fazer alguma atividade física, principalmente o Parkour. Se nos machucamos, nós não podemos treinar, ficamos sem aquilo que gostamos.

Se nos machucamos corremos o risco de não poder trabalhar, entrar com um atestado médico, e ficar mal-visto aonde trabalha, criar argumentos que possam ser usados contra você, e por algum motivo bem mais banal, acabar perdendo o emprego, que sei que muita gente depende do próprio emprego. Se nos machucamos, não trabalhamos.

Saber identificar o momento certo para determinadas tentativas é crucial nessa jornada, pedir ajuda, saber quando se está preparado. Devemos ter mais certeza do que conseguimos fazer, repetindo movimentos de forma segura, até que não seja possível errar, ai sim teremos capacidade de fazer em qualquer situação.

Se preservem,

Ser e DURAR

Bons treinos!

Programa de Embrutecimento – 004

11 jul

Esta semana mudaremos um pouco como faremos a meta, já que viemos trabalhando braços, e pernas nas ultimas semanas resolvi que poderíamos trabalhar algo totalmente diferente do que foi proposto até agora, e acho que isso pode ajudar muita gente a começar nesta que é uma das atividades mais negligenciadas dentro do Parkour, Corrida.

Então a meta dessa semana é correr, não importa o tempo que leve, o ritmo, importante é terminar, corra, quando cansar ande, corra novamente, e assim sucessivamente.

Correr 10km

Comentem na comunidade!

Melhorando a imagem do Tracer

8 jul

Lembro de um texto, aqui no decimadomuro mesmo, em que o Alberto comentava sobre a agressividade que há na imagem do tracer, já que andamos um tanto desarrumados/sujos/suados, sendo essa tal “agressividade visual” um dos fatores que geram preconceito quanto a prática.

É evidente que essa agressividade é algo inerente da cena do PK, e não
devemos nos preocupar em mudar isso, pois essa é nossa identidade que
vem se formando com o passar do tempo, mas certas atitudes colaboram
para que possamos ser mais facilmente aceitos pela sociedade. Vejo que
devemos adotar tais atitudes que acabam para “contrabalancear” os
fatores que chocam as pessoas.

Lembro de certa vez que li uma história sobre um homem idoso, que
procurava um lugar para se sentar e assistir os Jogos Olímpicos na
antiga Grécia. Tentando passar por várias alas, os outros gregos riam
dele, e alguns apenas o ignoravam, desprezando sua condição física. Ao
chegar a área onde estavam sentados os Espartanos, todos os espartanos
ficaram de pé e ofereceram seus lugares. O estádio passou a aplaudir a
iniciativa. Todos ali sabiam o que era correto fazer, mas apenas os
espartanos fizeram o certo.

Agora meu irmão, lembra daquela senhora de 60 anos, que pegou o mesmo
ônibus lotado que você estava (depois de um treino super cansativo)?
Lembra que ela foi a viajem inteira em pé do seu lado, enquanto você
curtia um som e reclamava após 1.000 landings? Lembra que você e todo
os que estavam sentados fingiram que ela não existia?
É assim que acabamos perdendo ótimas oportunidades
Pense, se “ser e durar” é um lema, a condição de “idoso ainda ativo”
nada mais é que um premio, merecendo todo tipo de reverência.

Programa de Embrutecimento – 003

4 jul

Dando continuidade ao nosso programa de embrutecimento, pensei em algo que fosse diferente, que tal trabalhar as pernas? então vamos lá:

500 Agachamentos

1000 Flexões Plantares (calf raises) (tipo o da foto manja?)

Novamente, não importa o tempo que se leva para executar, e nem o intervalo de descanso!

Importante é terminar tudo não importa o tempo que leve!

Abraços!

Descanso

27 jun

Desde que o Podcast sobre Brutalidade saiu, o foco do decimadomuro.com foi para atender o anseio de todos que se identificaram com o tema, e partiram para os treinos físicos absurdamente exigentes, que concordamos que além de divertidos e desafiadores, nos trazem uma grande sensação de vitória ao concluir as tarefas, mas não podemos excluir um outro lado, o descanso.

Saber descansar é um conhecimento de Ouro, é muito fácil através de uma rotina de treinos muito exigente, má alimentação, e pouco descanso sofrear um overtraining, e ai, o resultado todo vai embora 10x mais rápido do que veio.

De forma simplificada, Overtraining é um termo utilizado para descrever sintomas de “baixa” do corpo, quando ele não consegue mais se recuperar dos exercícios e então o “atleta” começa a se sentir desmotivado, com muitas dores que nunca passam, uma sensação “eterna” de exaustão, e uma notável queda na performance.

É necessário entender que precisamos de pelo menos um dia na semana em que não sejamos cobrados por nós mesmos, onde vamos relaxar, e simplesmente não treinar, não exigir do psicológico e do físico, e se necessário até mais dias.

Importante entender que o corpo precisa desse descanso, e como não temos um treino organizado por um profissional, temos que aprender a tornar nosso descanso uma prioridade, mas sem usar disso para ficar preguiçoso nos treinos.

Um exemplo de como um descanso funciona, é como fazemos em dietas para atletas, aonde durante 6 dias da semana se segue uma alimentação 100% regrada e complexa, e 1 dia na semana temos uma refeição livre (para os mais rígidos) ou um dia inteiro livre para comer a vontade (o famoso shit-day).

O Ponto é não nos privar 100% das coisas ao nosso redor, porque com o tempo essa cobrança acaba se tornando uma mágoa e um dia nos irritamos e jogamos tudo pro alto, largando toda a disciplina pra trás e perdendo toda motivação.

Para os mais ativos, que querem treinar todos os dias, e tem medo de acabar com overtraining, lembrem-se que descansar nem sempre é ficar parado, se quer movimentar o corpo, chame a namorada para caminhar no Parque, vá jogar futebol com os amigos, dar uma volta de bicicleta, ou alongue-se! Mas deixe seu corpo e seu psicológico a vontade para curtir a folga dele.

Por que desistimos?

13 jun

Por que desistimos?

Quando os treinos são muito duros tendemos a desistir, uma voz na nossa cabeça fica nos dizendo a cada segundo: “depois disso eu paro”. Alguns ouvem a voz outros ignoram e seguem em frente. A diferença entre quem continua e quem desiste é nítida não só em resultados, mas em postura e compreensão do preço pago por cada uma das habilidades novas.

Quantas vezes durante a corrida, você não pensou que depois daquele poste de luz você ia parar? que depois da terceira série de flexões você ia parar porque não dava mais? que depois da 20a repetição você ia pra casa, que já estava bom? isso acontece o tempo todo com todo mundo.

Criamos limites na nossa mente o tempo todo, e que tentam determinar quando desistir, quando deixar de fazer algo, é como uma forma de auto-proteção. Temos medo de ficar muito dolorido depois, de não conseguir treinar movimentação depois do treino físico, de ter que passar 3 dias para treinar de novo por causa das dores, temos medo de muitas coisas que nos dizem para parar.

Mas não só o medo, temos pena de nós mesmos, sempre achamos que estamos nos esforçando demais, dando tudo de nós, temos pena quando vemos outras pessoas fazendo, e assim temos pena quando fazemos, e assim queremos parar. Tudo num treino nos diz para parar, a pessoa que guia os treinos quer nos ver caído no chão e dizer que não conseguiu, a pessoa que está do nosso lado quer nos intimidar dizendo que o treino está fácil, nós com nossa auto-piedade continuamos nos dizendo que está muito duro, que não vamos agüentar. Todo o tempo tudo nós diz para parar.

Devemos treinar um dia de cada vez, fazer tudo que pudermos hoje, sem se importar com o próximo, treine como se fosse seu ultimo treino. Não se importe com o amanha, com as dores, com o cansaço, se o corpo falhar, pare, respire, vomite se precisar, lave a boca, e volte pro treino. O Importante é não desistir.  Quando desistimos num treino, não estamos desistindo do treino, estamos desistindo de nós mesmos.

Por isso “cultivar” o espirito da “brutalidade” é importante para nós, Para quem treina qualquer modalidade esportiva. Não só ser destaque é o objetivo do treino mais pesado, não é a melhora física, muito menos a melhora técnica. O Maior ganho da “brutalidade” é psicológico, é entender do que somos capazes, aonde podemos chegar.

Gostaria de que todos que não ouviram o podkast por achar que o assunto foge do seu interesse, pense que é uma oportunidade para ver o assunto de uma perspectiva diferente, divertida e nunca é tarde para ser bruto!

Convite – Teste de Potência Anaerobica dos Membros Inferiores

8 jun

Tracers,

Poliana Sousa, Graduada em Educação Física pela Universidade Católica de Brasilia e Traceuse a 5 Anos junto com Raphael Mafra Especialista em Musculação e Treino de Força (UNB), estão convidando todos os Tracers de Brasília (inicialmente) para um teste de Potência Anaeróbica dos Membros Inferiores. A Principio o teste será feito em Brasília, e possívelmente também acontecera no 4o Encontro Mineiro de Parkour e no Encontro Brasileiro de Parkour no fim do ano.

Seguem Detalhes:

Poliana Sousa CREF 6191 G-DF (8139-1666)

- Graduação Educação Física UCB/ Praticante de parkour desde 2005

Raphael Mafra CREF 5481 G-DF

- Especialista em Musculação e Treinamento de Força (UnB)

- Graduação Educação Física (UCB)

Dia:     13 de junho (domingo), 2010

Local: Setor Comercial Sul – Em frente ao paredão de 3 metros (de tijolinhos)

Subindo a galeria do metrô em direção ao Pátio Brasil

Hora:   Às 13:00h

A pesquisa terá como objetivo avaliar a potência anaeróbia de membros inferiores por meio de três protocolos de testes.

O primeiro teste, baseado em corridas (sprints), é denominado RAST (Running-based Anaerobic Sprint Test) e consiste na realização de 06 (seis) sprints de 35 (trinta e cinco) metros em máxima velocidade, com intervalos de 10 (dez) segundos entre cada sprint.

O segundo teste é denominado Salto Vertical e consiste em realizar 03 (três) saltos almejando o maior deslocamento vertical possível. Este simula o salto “precision”.

O terceiro teste é denominado Salto Horizontal e, semelhante ao anterior, consiste em realizar 03 (três) saltos almejando a maior altura possível. Ainda, serão coletados dados antropométricos (estatura, massa corporal, circunferências corporais e dobras cutâneas) para demais cálculos relativos ao estudo.

ATENÇÃO: Durante os testes algumas mudanças fisiológicas podem ocorrer, incluindo respostas anormais de pressão arterial, sensação de cansaço, irregularidades na freqüência cardíaca, desmaios, entre outros. Existe a possibilidade de ocorrer estiramento e dores musculares 24 ou 48 horas após o teste. Todos os dados pessoais obtidos na pesquisa serão mantidos em sigilo e é garantido ao voluntário a liberdade de retirar-se do estudo a qualquer momento. Os resultados do teste serão utilizados com fins acadêmicos e pesquisas que visam melhor caracterizar a modalidade parkour.

REQUISITOS:

  1. Maiores de 14 anos
  2. Treinam parkour a pelo menos 1 ano e no mínimo 2 vezes na semana
  3. Não apresentar lesões articulares ou musculares
  4. Não executar exercícios físicos no dia anterior, ou antes, do teste
  5. Não alongar a musculatura
    SUGESTÕES:
  1. Durma bem na noite anterior
  2. Ingira alimentos leves no almoço
  3. Hidrate-se antes do teste
  4. Chegando ao local procure algum avaliador.

Parkour contra competições

22 mai

Parkour surgiu com uma origem militar, com o objetivo de resgatar feridos, e ser evasivo, alcançar pontos remotos de forma rápida, eficiente e determinada.

Mas a nova leva de competições acaba apagando esse espirito, pouca gente trata o Parkour de acordo com o que foi criado originalmente, o video de “Parkour” mais visto do mundo tem MILHÕES de visualizações, e absolutamente nenhuma cena do que podemos considerar Parkour. Mas todo mundo diz “melhor Parkour do mundo”, Será?

Eu assisti todos os campeonatos de Parkour que já fizeram, todos os modelos, todas as franquias, e em absolutamente TODOS alguém saiu seriamente lesionado, está certo isso? Passei anos ensinando a todos os que treinaram comigo e que começaram comigo que o Parkour é uma atividade para toda vida, e que se você se lesiona, seu tempo de treino se reduz, e suas habilidades também. Nós treinamos para transpor obstáculos, mas com uma perna quebrada, mal conseguimos sair da cama.

Não vou citar todo o Manifesto do “Pro Parkour – Against Competition”, vou dar minha opinião pessoal.

Campeonatos de Parkour são perigosos, não são atraentes visualmente como as pessoas esperavam, e não agregam absolutamente nada a prática real do Parkour. Não falo quanto a giros e movimentos “ineficientes”, todos gostamos, todos fazemos. Mas acredito que se arriscar dessa forma simplesmente pelo entretenimento de outras pessoas acaba sendo injustificável. Não somos como nas lutas onde nosso objetivo é derrotar alguém, nosso objetivo é ajudar alguém, salvar alguém, nos salvar.

Então avalie sua opinião sobre competições do Parkour, não questiono os que participam, a grande maioria deles foi para os campeonatos pela viagem, pela diversão, pela galera. Mas o que define se isso vai pra frente ou não, é nossa aceitação.

Abraços!

Le Parkour –> Parkour

22 mai

Em lugar primeiro gostaria de desculpar pela falta de posts, mas a vida adulta tem consumido algum tempo, mas como eu já vinha prevendo isso, os artigos do blog são feitos para serem atemporais, ou seja, não importa se você os lê hoje, ou daqui a 20 anos, eles devem ter o mesmo efeito, o blog também é para ser um guia para quem ta ch

egando, então dispensa a necessidade de posts mais frequentes.

Infelizmente não estou mais com a câmera para continuar filmando os tutorias, mas pretendo pegar nos próximos dias para voltar a gravar algumas coisas.

Mas o assunto que me traz aqui nessa sexta feira 1:00 da manhã é que nossa popular rede de relacionamentos o Orkut vai passar em breve, a proibir a mudança nos nomes das comunidades, e o que isso tem a ver? Todos temos comunidades de Parkour com a grafia “errada” eu mesmo tenho uma “Le Parkour Brasília”, e o ponto é padronizar os nomes, tirando o “Le” dos títulos das comunidades, e deixando as comunidades com nomes certos, assim como expliquei no post sobre “O LE PARKOUR“.

Então se você possui uma comunidade de parkour, e que o nome esteja errado, entre no movimento e corrija a sua comunidade, vamos ajudar para que o Parkour seja disseminado da maneira correta, e sem ruídos!

Abraços!

Documentário – Parkour Feminino

13 mai

Toda menina tem vontade, mas nem todas tem coragem de fazer.
Recebo muitos e-mails de meninas que tem vontade de treinar e acaba tendo medo de tentar treinar,
medo de se machucar, do que as pessoas vão pensar, e das dificuldades que uma atividade aparentemente
de “meninos” pode apresentar.

Isis Ribas e Eliane Navas estão esse pequeno “Documentário” feito pelo “o bigode do gato” para falar da realidade delas, e provar que Parkour não divide os sexos.

Clique e confira!