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QUE VIDEO BOM!

28 ago

PUTA MERDA, que video foda!!

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Movimento – Festival do Minuto

16 ago

Um minuto de SUCESSO!

A movimente está participando do Festival do Minuto. O festival é feito para vídeos de até um minuto de duração, que relatem sobre algum tema. No caso a movimente está do Minuto do Esporte.

- Minuto do Esporte

A idéia do vídeo é mostrar um pouco o treino, a concentração e dedicação que é necessária ao parkour. O auto-conhecimento adquirido, os momentos de tristeza e fraqueza, os momentos com os amigos, as pequenas conquistas. Tudo isso influenciando o treino do Tracer (praticante de parkour). São questões de vencer-se a cada dia, escutar-se e verificar que somos capazes de vencer nossos limites, limitações e problemas. Começamos devagar, do pequeno e podemos alçar as alturas. Basta a dedicação.

Cada centimetro, cada segundo, cada respiração… tudo isso faz a diferença.

Assistam, e votem!

Para votar é necessário criar uma conta.

Colaborem!

Visualizar vídeo – O Momento

Uma Realização: Movimente

Tracer: Rodolfo Machado
Direção Artística: Rafael Sotero e Breno Metre
Edição e filmagem: Rafael Sotero
Colaboração: Ademias Junior, Danilo Reis, Admilton Nascimento , Maurício Roboredo, Juliana Dantas, Débora Molas.

Protesto no Art of Motion

14 ago

Postei esta mensagem no facebook Parkour SP, em relação ao protesto no ART OF MOTION.

Não acho que seja o melhor lugar para postar isso, mas acho que é onde o maior numero de pessoas vão ler e ter acesso a essa mensagem, e quero que todos leiam com calma e sem emoção. Apenas leiam e reflitam.

Para os que não sabem quem sou, uma breve explicação:

Sou um dos mais antigos praticantes de Parkour deste país, se não o mais antigo(em atividade). Fui a 3a pessoa a entrar na hoje gigantesca comunidade Le Parkour Brasil, e nessa época, eu já treinava a um bom tempo. Junto com Eduardo Bittencourt, e outros dois ou três, posso ser considerado um dos primeiros praticantes desse país, se não o primeiro. Fundei a ABPK que hoje é presidida pelo Eduardo Rocha(Duddu Rocha) , e sou atual vice-presidente da associação (eleito na ultima conferencia no dia 30/7) . Em alguns meses completo 8 anos de Parkour na minha vida.

Não descordo em nenhum momento da vontade de todos vocês se manifestarem contra algo que acreditam estar errado, muito pelo contrário, sempre estimulei que os praticantes protegessem nossa arte e nossos ideais. Eu fui o primeiro dos caras chatos quanto aos ideais do Parkour nesse país, e com todo mundo para formar o ideal que temos de Parkour hoje. Eu fui o primeiro a dar a cara a tapa por dizer que mortal não faz parte do Parkour, e que Parkour não tem competição. Quem tem mais tempo de Parkour pode contar para vocês como era.

Na noite do evento Red Bull – Art of Motion, foi feita uma tentativa de protesto que mobilizou um bom numero de tracers, e um outro numero maior ainda de pessoas que não faziam a mínima ideia do que estavam fazendo. No momento eu assistia pelo livestream o evento, e só vi as pessoas subindo na estrutura no que eu achei então que fosse algo programado, alguma coisa que fosse parte do evento. Até que vi as mascaras e em meio a toda bagunça vi que tinha algo errado, mas não consegui identificar.

No final vi o Gabriel Pipolo pedindo para ninguém entrar mais e tentando fazer com que as pessoas saíssem da estrutura montada pela Red Bull para o Art of Motion, e entendi que foi uma ação que não fazia parte do evento. Mas se vocês assistirem o vídeo sem a emoção do momento, vão notar que não fez diferença nenhuma no andamento do evento para os que assistiam, foi uma ação completamente inútil, realizada da forma que foi realizada. Ninguém a não ser vocês sabem o que queriam, o que aconteceu, e muito menos o motivo de tudo aquilo.

O Evento foi primariamente realizado pela Red Bull, mas existiu um apoio massivo da comunidade Brasileira para tudo aquilo acontecer. Todos vocês ajudaram o Red Bull Art of Motion a acontecer. Quando soubemos (isso incluí TODOS os primeiros que subiram mascarados na estrutura) soubemos do acontecimento do Art of Motion, a primeira coisa que chegou para a gente foi a decisão se ajudaríamos ou não. Todos colocamos os nossos pontos, mas assumimos que ajudaríamos. Apesar de não gostarmos do formato do evento e competições, sabíamos que não poderíamos deixar o evento correr solto, sem observação de alguém da real cena do Parkour/Free Running nacional. E assim como foi, o evento teve a melhor repercussão possível, se não estivéssemos envolvidos (mesmo que alguns apenas dando opiniões), tudo seria inevitavelmente pior.

Tínhamos AMIGOS participando da competição, e sendo apoiado por nós. O comentarista do evento é uma das pessoas mais legais do Parkour de são paulo, e sem dúvida alguém que não gostaríamos de prejudicar. Um dos jurados, Jean Wainer, é um dos maiores responsáveis por todos os grandes projetos envolvendo Parkour no país, a pessoa que pelo menos nos últimos 4/5 fez vocês mais perto do sonho e dos ideais que buscam. Pensem em todos os grandes eventos de são paulo, agora pensem onde estaria a comunidade se eles nunca tivessem acontecido, A Revolução Ilabaca fez praticamente uma entrada de uma nova era, não teria sido possível.

A Manifestação, Protesto ou ação feita ontem foi tão controversa, que não consigo nem explicar abertamente o tamanho da incoerência. As mesmas pessoas que estavam venerando os competidores e os gringos, felizes para irem ao evento, treinando nas estruturas construídas para a competição. Pessoas que se inscreveram e queriam estar presente e competindo. Logo em seguida manifestando contra tudo aquilo que apoiaram. Não faz sentido.

Durante a invasão vimos um festival de acrobacias soltas, pessoas saltando pela estrutura sem propósito, e uma quantidade de atitudes que não condizem com o ideal que dizem proteger. Nada mais estranho do que ver alguém dando um “Devil Drop” para protestar contra competições no Parkour, se entende o meu ponto.

O que fizeram ontem vai sim ter impacto. A organização do evento foi questionar ao nosso amigo, porque as pessoas que estavam apoiando o evento, e até ajudaram, estavam fazendo aquela arruaça. O responsável do governo de são paulo pela Virada Esportiva também estava lá, também ficamos queimados, e podemos perder o melhor evento de Parkour que possuímos, e quem sabe todos os outros eventos com apoio do governo.

Quem vocês queriam atingir não sofreu e não vai ter nenhum reflexo da ação de vocês. Mas a comunidade brasileira de Parkour, corre o risco de perder muita coisa a partir disso. Nossos amigos que eram contratados da Red Bull foram pessoalmente cobrados pela ação de vocês. Vocês sacanearam amigos de vocês.

Não estou falando que concordo com tudo o que aconteceu, com essa associação do nome Parkour e competições, também temos os meus ideais. Mas tudo o que sempre falei, tudo o que sempre tentei fazer nesses quase 8 anos de Parkour, foi mostrar que não somos moleques. Não somos vândalos. Tentei durante todo esse tempo mostrar para o País que os praticantes de Parkour tem orgulho de serem boas pessoas. Agora vocês se igualaram aos vândalos, que fazem tudo para chamar atenção e fazer bagunça. Vestiram-se de um ideal muito bom, mas que aparentemente entendem de forma rasa todo o resto desse ideal.

Eu acho que vocês devem pedir desculpas para alguns amigos hoje.

5o Encontro Mineiro de Parkour – Fazendo História

12 ago

Todos sabemos que o encontro mineiro é famoso por nos proporcionar grandes visitas de personalidades famosas do Parkour, como Thomas ‘Des Bois’ , Blane, Vigroux, e toda essa cavalaria de peso do Parkour Mundial, pessoas com o nome mais do que fincado na história de todos que começaram a treinar a mais tempo.

Mas desta vez a equipe do PKMAX superou todas as nossas expectativas para o encontro mineiro.  Nos dias 10 e 11 de setembro o objetivo é trazer os dois nomes (dos 3 que considero) mais fortes na história do Parkour, Chau Belle Dinh e Williams Belle. Esses dois são precursores de tudo o que fazemos hoje, talvez os mais antigos praticantes ainda ativos na história da “Art du Deplacement”.

Para que isso aconteça, é necessário um apoio de toda a comunidade, para que apoie o projeto comprando uma das quotas definidas no catarse.me e colabore com o grande custo que é trazer os Yamakasi para o nosso país.

Então se você tem um trocado que pode ajudar em uma das quotas pequenas, é filho de pai rico e pode pagar um pouco mais para aumentar a probabilidade da meta ser alcançada, converse com ele e explique a importância, se é uma empresa e quer ter seu nome em um dos maiores e melhores eventos da cena de Parkour do país, está é uma grande chance. Participem!

Conheça o projeto

‘We start together, we finish together”

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Workshop – Decimadomuro – Academia Tracer

26 jul

www.tracer.com.br

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Eu estarei dando um pequeno Workshop de Parkour na sexta-feira as 19:30 na academia Tracer, em São Paulo (clique aqui para mais informações). O Treino vai ser um misto de como eram os treinos no inicio do Parkour em Brasília, mais voltados para o físico e bastante repetição e movimentação. Para quem não treina e tem curiosidade de ter um primeiro contato, é uma excelente chance para fazer uma aula experimental na primeira academia de Parkour do nosso país.

Para quem já treina é uma boa oportunidade de rever os amigos e encontrar a galera toda, conto com a presença de todo mundo!

Quando e onde?

Sexta Feira, 29 Julho, 19:30
R. Cardeal Arcoverde, 2210
– Pinheiros – São Paulo, SP
E-mail: academia@parkour.com.br
Telefone: (11) 4119-5544

O que te faz pular?

13 jul

O que te faz pular?

Tem aproximadamente dois anos que vou pelo menos uma vez por mês a um lugar onde eu sempre treino perto da minha casa. Desde que diminui meu ritmo de treinos perdi a coragem de fazer um Saut de Bras/Cat leap que sempre fiz com muita facilidade, inclusive quando “descobrimos” este salto eu fui o primeiro a fazer com muita confiança e sangue no olho.

Nesses dois últimos anos eu praticamente perdi a coragem para fazer esse salto, nunca tinha aquela vontade de fazer, nada me fazia pular daquele muro. O salto era de um muro para o outro no mesmo nível, nada de complicado, nada de difícil nisso. Eu simplesmente não me senti apto a fazer.

Enquanto eu parava para analisar o salto eu via minha mão escorregando do outro lado. Conseguia até sentir os cortes nos dedos causados pelas pedrinhas do muro chapiscado. Imaginava que era pesado demais para aquela parede, e que provavelmente o muro ia ceder quando eu segurasse do outro lado. Eu pendurava, balançava e testava tudo. Tentava me assegurar de era seguro e que não me machucaria. Pensava em todas as possibilidades de falha do salto, tudo que poderia dar errado, eu estava com medo.

Comecei fazendo de uma lateral poucos centímetros mais perto do que o salto que eu verdadeiramente queria fazer, mas nada disso funcionava. Passei quase dois anos com esse medo e pensando que não tinha motivos para fazer o salto, não valia o risco.

Nesse domingo fui ao parque com um amigo e acabamos treinando alguns saut de bras em outro ponto, então fomos para o salto que eu tinha tanto medo de fazer. Ficamos lá pensando e conversando. Então coloquei a meta de que faria aquele salto de novo em um mês. Voltaria aos meus treinos regulares, recuperaria minha confiança e faria. Ele riu de mim e disse “achei que faria hoje”.

Ficamos por volta de 30 minutos discutindo sobre o salto e os motivos que eu achava que não conseguiria faze-lo. Depois de muito conversar ele decidiu que tentaria. Fiquei feliz por ele tomar essa iniciativa e disse que provavelmente tentaria se ele tentasse. Eu não achava que ele iria tentar.

Fui lá para baixo ficar aparando a queda para caso acabasse dando errado. Ficamos lá um bom tempo e eu bem confiante de que ele não tentaria, e eu iria pra casa engolindo minha vergonha e meu medo, eu estava virando um bundão. No momento eu não estava racionalizando comigo mesmo o motivo de não querer fazer, eu só achava que iria me machucar.

Quando menos esperava, o Wendely saltou e a mão dele não fixou na parede e ele deslizou. Achei que ele não fosse tentar de novo. Subiu no muro, pensou por mais alguns minutos e saltou, agora conseguindo. Ficou brincando comigo, e então eu teria que tentar o salto como combinado.

Subi para avaliar a possibilidade, fiquei rindo falando que não faria. Perguntei até como eu poderia pagar o combinado de outra forma. Fiz todas essas brincadeiras de quando não temos culhões para fazer o que prometemos. Fiz alguns testes, pulei da lateral, desci e subi. Testei o muro e fiquei parado olhando para o muro por um bom tempo. Até que parei de rir.

Parei  para pensar de verdade no salto. Em como eu fazia tantos saltos antes e agora estava com medo. Em toda atitude que sempre tive, em toda coragem e sangue no olho.  Pensei em todos os treinos que fiz nesses oito anos e na capacidade física que tenho. Pensei em todo o preparo e quantas coisas mais difíceis já tinha feito. Parei para pensar que eu não conseguiria lidar novamente comigo mesmo.  Mais difícil do que lidar com os amigos fazendo brincadeiras, com um ralado ou uma queda, é a vergonha de não ter nem tentado. Quando percebi, estava novamente decidido a fazer o salto. Só precisava considerar algumas coisas e fazer, era isso. Sequei minhas mãos que já estavam suadas na calça, e tirei a poeira do tênis.

Enquanto respirava olhava fixamente para onde minhas mãos deveriam pegar, o suor já pingava e meu coração batia acelerado. De repente como de forma inesperada eu olhei para o outro lado e vi minhas mãos chegando, assim eu pulei.

Cheguei do outro lado de forma firme, os pés cravaram no muro e as mãos também, e em menos de um segundo já estava sentado no muro sorrindo, com a mente vazia e o coração limpo. Um sentimento de emoção e conquista que eu não me proporcionava através do Parkour há muito tempo agora tomava conta de mim. Nesses últimos dois anos que vim treinando esporadicamente só para não perder algumas habilidades eu tinha esquecido como eu podia me desafiar e me sentir bem com o parkour.

O que me fez pular foi não conseguir lidar com a vergonha, com o meu ego, comigo mesmo. Saber que foi vencido por algo que não existe e que está só na sua cabeça. Ao contrário da luta que você da a cara a tapa, bate e apanha, ganha e perde, sendo que isso não depende só de você é uma coisa. Perder para você mesmo é algo que eu realmente não soube e não sei lidar. Isso é o que me empurra, é o que me faz continuar.

Conforme ficamos mais velhos o nosso medo aumenta. Cada erro pode significar uma perda maior. Um braço quebrado representa faltar no trabalho e o risco de perder o emprego. Qualquer errinho pode representar todo seu mundo indo por agua abaixo. O que me faz pular é a confiança nas minhas habilidades e no meu treino, a vontade de mostrar pra mim mesmo que sou capaz e que eu posso.

Pessoas têm motivos diferentes para fazer as coisas. Quando você está lá no alto daquele muro pronto para fazer um salto perigoso que nunca fez antes, o que te motiva? O que faz você pular?

Depois que fiz o primeiro salto, fiz várias e várias outras vezes, como se fizesse isso desde sempre, sem medo e sem preocupações. Vai entender. O Wendely sempre repetindo “quem vê você fazendo agora, não acreditaria no que eu vi”. O do vídeo obviamente não é o primeiro salto, mas é para ilustrar o dia e o momento.

Oxente!

3 jul

Sinto um prazer muito grande quando vejo vídeos brasileiros bons e bem feitos. É importante reforçar um pouco esse patriotismo e criar ídolos nacionais para quem está vindo por ai. Somos parte de uma atividade muito nova e com poucas referências, e quem vem por ai não sabe em quem se espelhar, aonde buscar conhecimento e informação.

Freqüentemente posto e vou postar vídeos nacionais que apresentem para quem lê o blog e não conhece esses caras, quem são as referências nacionais no assunto.

Com vocês Edi.

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Mensagem

14 jun

Alguns de vocês deveriam ver isso:

é velho mas vale a pena.

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E assim começamos..

4 jun

Me seguro muito para não escrever sobre os treinos e sobre tudo o que passamos no começo do Parkour por aqui. Acho que pode soar mal interpretado, exagerado e até mesmo egocêntrico. Sofremos muito, e aprendemos muito com tudo o que fizemos. Cada gota de suor que caiu naquele chão contribuiu para tudo o que sou hoje em dia. Cada um que ralou a mão naqueles muros contribuiu para a força que tenho, determinação que adquiri, e todo o conhecimento que o Parkour me trouxe, relatos como esse que se segue, me fazem lembrar de como somos fortes.

O André, foi um dos bons amigos que o Parkour me trouxe, e com a vida cada vez mais corrida nos vemos apenas em encontros casuais pela rua, mas sempre conversamos com um respeito e carinho enorme. O André me mandou esse texto e fiquei bastante comovido com o conteúdo, me trouxe várias lembranças maravilhosas, e acho que seria injusto não compartilhar isso com vocês.


Esta é uma mensagem e agradecimento de quem iniciou e está até hoje no caminho do Parkour.

Meu nome é André (Ninja), e alguns dos  antigos aqui de Brasília me conhecem, sou de Sobradinho – Df e treino desde início de 2006, sempre influenciado pelos filmes(Principalmente Jackie Chan, nada a ver com PK, mas só aquilo já achava demais!). Ví uma reportagem sobre essa “prática” pulei da cadeira dizendo: “CARALHO! É ISSO! É ISSO AÍ! as  TÉCNICAS que o JACKIE CHAN  FAZ!”  (Nada a ver, olha a falta de informação na merda que dá ). Após tentar achar incansavelmente informações corretas sobre Parkour que na época eu não sabia que era este nome, nem tinha idéia quem e o que era David Belle, Foucan,Yamakasi, Método Natural e etc.

Depois de procurar e não achar nada direito eu consegui iniciar os treinos graças ao contato no Orkut do pessoal de Sobradinho -DF que estava iniciando também. Nosso primeiro “treino” foram apenas Landings, saltos de precisão e mais Landing, coisa besta, ridícula. Foram 50 landings de uma altura de 1,50m e depois os saltos de precisão e depois mais landings. No final eu falei: “Só isso? É isso? Se for assim vai ser tranqüilo”. Eu já com 7 anos de artes marciais nas costas pensava que aquilo não ia fazer nem cócegas, MEU IRMÃO, no outro dia eu acordei QUEBRADO! PQP! Eu falei: “Mas que porra é essa bixo? Aqueles saltinhos acabaram comigo! Como pode! Sempre treinei muito, trabalhei muita perna, corri, lutei, 7 anos de artes marciais! como pode!? ”. É diferente, a musculatura trabalhada é diferente! A intensidade, é totalmente diferente de qualquer outra atividade,  fiquei indignado, e ao mesmo tempo louco para treinar mais, para mim tudo que me faz ficar quebrado, acabado, me põe no chão e me faz ficar mais forte é digno de ser treinado e vale a pena.

Depois de saber o que era essa prática vendo alguns vídeos na internet e algumas informações eu percebia que aqueles saltos, pulos, movimentos, o cara para fazer isso precisava ser forte, para aguentar os impactos e a intensidade dos movimentos. Com o pouco que eu tinha(na verdade, NÃO TINHA NADA!), vi que precisava de mais conhecimento, e de alguém bem mais experiente e que pudesse me explicar realmente o que era Parkour e como treinar. Depois de saber onde encontrar tive a sorte e oportunidade de treinar com os melhores caras que conheço, sou grato a tudo que aprendi(e aprendo até hoje) com eles. Iniciei os treinos com o Beto(Alberto), Alex Pires, Bernardo, Breno, Santigas, Alan. Lá nos treinos eu sentia a essência de um treino. Sem frescura, pesado, puxado, desafiador, que te colocava no limite. Um dos vários treinos que tínhamos a exemplo, era o famoso “círculo maldito”, eu pensava sempre “CARALHO! ESSE É O TREINO! É ISSO QUE EU QUERO!”. Sempre que eu voltava de um treino ou da 308 ou 303 sul, no outro dia eu acordava quebrado, morto e querendo mais!

Como eu já vinha de uma doutrina de arte marcial, de disciplina, respeito, muito treino, sem moleza. Eu me identifiquei muito com o Beto(tenho muito respeito por esse cara, devo muito a ele, é umas das únicas referencias de responsabilidade que eu indico para quem me pergunta. O Beto que também vinha de uma linha assim, sempre focado, sério, os treinos  tinham que ter disciplina e ralação total, e nada de moleza, preguiça e desculpa.  Não tinha espaço para isso nos treino, coisa que eu concordava(e concordo até hoje, claro que mais brando, respeitando um pouco os limites dos outros). Era lei da natureza mesmo, sobrevivem os mais fortes(tanto física quanto mental) e os que não aguentavam eram “eliminados” . Mesmo que fosse um pouco desigual com as outras pessoas, isso forçava os que treinavam para valer a ter uma evolução muito grande. O negócio era ser bruto mesmo, e era o que eu queria! Ficar mais forte! Bruto! Para aguentar o tranco dos movimentos, ir mais longe e mais rápido.

Ultimamente ouvi a todos os “PODKAST  COM K” e o melhor foi sobre a BRUTALIDADE , que era(e ainda é) desse jeito em alguns treinos. Lembro que quem me ensinou sobre como ser bruto foi o Beto, e claro o Alex Pires, lembro uma vez que estávamos treinando “saut de bras” e o Alex estava comandando o treino, eu praticamente não falo durante o treino, para mim treino é hora de treinar e não de falar. Mas naquela hora fui explicar para outro iniciante sobre a pegada do movimento e o Alex me pegou na hora que eu estava de pé falando de técnica. Ele chegou perto de mim e falou: “Ow  já que você tá falando de técnica aí, sabe uma técnica boa para você ficar forte?” eu pensei : “Caraca, quero saber”, e falei para o Alex: “Sério? Que técnica é?, Fala aí”, ele falou bem sério e rápido: “treina mais e fala menos!” e saiu. PQP! Era uma brutalidades assim, e eu saiba que o negócio era esse mesmo.

Lembro que na época estava a sensação do “Planche” lá na 308, nas árvores, quase todo mundo já conseguindo fazer o bendito do “Planche” que era um marco na época! O Beto ainda fazia por etapas! (faz tempo mesmo) fazia primeiro com um braço e depois o outro, ele fez uma assim para me mostrar. Daí o Alex chegou e falou: “quando vocês estiverem bons eu ensino a fazer isso” e já fez o “Planche ” com os dois braços e de uma vez só! E todo mundo: “Caralho! Que escroto!” Porra! O FDP já estava lá na frente do pessoal, em um outro nível, daí eu perguntei: “Caraca! Como se faz isso?” O Alex falou: “é fácil, SOBE!”. Eu falei: “Pô bixo, mas como eu faço para subir?”, Ele veio de novo e falou: “Bixo, Sobe! PEGA E SOBE!”. Daí depois de algumas tentativas frustradas fui no Beto e falei: “Ow Beto, como faço para subir com Planche?”, e para mim como o Beto já estava começando e já sabia como fazer eu esperava já sair do treino com alguma dica, daí o Beto falou: “Ah Véi! É fácil pega e SOBE!” ¬¬. PQP! Resultado, voltei para Sobradinho com isso na cabeça. Eu não ia parar enquanto não conseguisse fazer o “Planche”, fiquei 1 mês! praticamente todos os dias tentando fazer, treinava barra incansavelmente, e finalmente consegui fazer! Subí com um braço e depois outro! Depois voltei para 308 já para acompanhar os caras fazendo o bendito do Planche, depois do treino pesado, comentei  que já estava subindo com um braço e depois o outro. Daí o Beto falou: “Pô, muito bom, é isso aí! Agora você tenta fazer assim” e já subiu com os dois braços em um movimento fazendo o “Planche”! Caraca! O cara já estava lá na frente! E era isso que me estimulava! Eu chegava e via um novo movimento, técnico ou exercício, que eu ainda não conseguia fazer, voltava para casa, treinava, treinava e treinava até conseguir. Quando eu voltava já fazendo, os caras já estavam em outro nível, e isso força agente a sempre evoluir. Pena que não pude treinar todos os dias com ele, se não minha evolução seria estupidamente maior. Para os iniciantes que estão vindo agora, aproveitem a oportunidade de treinar com esses caras, vocês vão evoluir muito rápido!

Depois foi a hora de tentar o Planche completo. Tentei, tentei, e tentava de todos os jeitos e não conseguia. Ralei pra caralho. Depois em um outro treino qualquer na 303, já no final desse treino, só estava Eu, o Beto, Alan e mais um que não me lembro. Eu sei que conversando com eles, eu falei que estava treinando direto e não conseguia fazer Planche, daí o Beto me deixou tentando um monte de vezes sem conseguir e eles fazendo tudo. Eu pensando comigo: “como eles estão conseguindo??” no final o Beto deu aquela dica da jogadinha do joelho ou do balanço, e na segunda tentativa eu consegui! PQP! Foi tão tranquilo que não fiz quase nenhuma força, foi “fácil” porque eu já estava treinando e tentando há muito tempo! Se eu não estivesse ficado esse tempo todo treinando para conseguir sozinho eu poderia não conseguir mesmo com as dicas. Depois de comemorar falaram aquele antigo lema:  “No parkour para você conseguir fazer um, você tem que fazer no mínimo três e seguidas! Sem errar nenhuma entre as três”. Essa sensação é indescritível. Vencer algo que você está ralando e treinando pra caralho, só quem treina que sabe.

Treinar duro, sem frescura, indo além do limite, se desfazendo de qualquer fraqueza ou desculpa é importante. Essa brutalidade é importante. Lembro que várias vezes existiam os treinos noturnos, e eu VIBRAVA COM ELES! Teve uma vez em que fizemos um treino e um deles era o seguinte: “Serão 100 “Saut de Bras”, só a subida e SEM BRARULHO! Se alguém fizesse barulho, nós iríamos fazer mais 10, e todo mundo ia fazer! Era madrugada, qualquer raspada no muro fazia um puta barulho, só quem quer ser melhor vem treinar nesses momentos. Lembro que estávamos tão alucinados com os treinos que fazíamos de propósito barulho para fazermos mais 10! Lá pelas quase 03:00 da madrugada, e eu tinha que estar no serviço as 07:00 da manhã. Estávamos treinando equilíbrio no círculo de areia na 308, iríamos fazer 50 voltas para um lado e 50 voltas para o outro lado, Sem cair! No finalzinho a maioria já morto, muitos com sono, alguns parando no meio do treino, e para os que se mantinha em pé, o lema era “faça e não reclame!”. No final só quem não perdeu o equilíbrio e não caiu fomos Eu e o Beto. Lembro que nessa época já estávamos em um nível de brutalidade foda, teve um momento nessa noite que algumas pessoas chegaram para mim e falaram: “André, vê se vc consegue falar com o Beto, ele tá muito bruto com o pessoal”. Eu parei.. Olhei, já estava quebrado e já no final do treino, ainda concentrado, falei  no extinto: “Sim, e daí? Quem não aguenta sai”. Não tinha desculpa, tem que fazer, então tem que fazer, e só.

Uma coisa que muitos iniciantes não entendem, não gostam, desistem, reclamam, é justamente isso: “Pô, se já tem um jeito fácil de fazer, para que sofrer tanto? Para que treinar tanto?”. É justamente para você dar valor aos treinos, se conhecer, batalhar e ralar por você mesmo até conseguir chegar por seus próprios méritos. Com isso você desenvolve e caleja seu espírito, você não desiste por qualquer coisa. Você aprende a cair, levantar, e seguir em frente. Você sempre vai tentar ir além do que seu corpo consegue.

Ser forte não é ter só força física, ser rápido, fazer tudo. Ser forte é você apanhar, cair, levantar, apanhar, cair, levantar de novo e continuar aguentando. Até  um nível tal, onde não vai ser qualquer coisa que vai te derrubar.

Muitos falam que Parkour é para qualquer um, mas NÃO É! Parkour é para quem está disposto a ralar, sentir dor, cansaço tanto físico quanto mental , é para quem consegue desenvolver um espírito lutador, quem está disposto a sofrer para atingir um objetivo. Parkour está disponível para todos que querem, MAS os que querem devem se transformar ou desenvolver essas e outras “qualidades” . De aguentar a dor, ralar, ralar, ralar, não desistir e etc… e isso é possível! Conheci muitos que nunca tiveram alguns dessas qualidades que desenvolveram com o treino, incentivo e perseverança.

Atualmente temos a consciência de que contra-balanceando a exigência dos treinos e a disciplina, com as limitações das pessoas conseguimos equilibrar e  desenvolver qualquer pessoa que se identifique. Até mesmo algumas (não todas) que inicialmente não durariam muito tempo no “sistema antigo ” que ainda é pelo menos para mim, o que funciona! Infelizmente com o tempo que tenho, e as vivências que tivemos, MUITOS  ficaram, ficam e vão ficar pelo caminho.

Parkour não é para qualquer um! Parkour é  para TODOS, todos que estão dispostos a se tornarem mais fortes.

Quero parabenizar e dizer que o trabalho sério, bem feito, com espírito forte e fiel as origens do Parkour. Como os grande que tive a oportunidade de aprender, sempre se desenvolvendo aprimorando suas as técnicas com os melhores do mundo. Como foi a vinda do Erwan (Método Natual/MovNat) e do Thomas Coeutdic aqui para o Brasil que foi uma das melhores experiências que já tive, e aprendi muito. Esse trabalho dá frutos e se perpetua. Por mais que, de 30 que iniciem e reste apenas 1, esse único que durou leva o legado para frente. Um exemplo disso é um cara que se tornou um dos melhores atualmente, grande  Maurício! Lembro a primeira vez que vi o cara, depois do treino pesado, estávamos quebrados e faltavam 100 landings, terminamos os 50 primeiros, o Beto falou para dar um intervalo, assim que nós sentamos o Maurício que estava iniciando chegou para o Beto e perguntou: “Cara, eu posso terminar os outros 50 agora? É que eu tenho que ir para casa”. O Beto falou que sim e  o cara voltou a fazer os outros 50 como se fossem os primeiros! Eu olhei pro Beto e ele falou: “Caralho véi!”, Eu fiquei impressionado também, e na mesma hora eu pensei: “o cara tem fibra, se ele continuar treinando assim, vai ficar monstro ” Dito e feito! Hoje o cara tá mandando muito bem. Quem inicia certo, termina certo!

Por mais que eu não mantenha contato, eu continuo, sempre treinando, saltando por aí, e ajudando os que querem iniciar a treinar, do mesmo jeito que me ajudaram quando iniciei.

Os “PODKAST COM K” estão ótimos e de parabéns.

PARABÉNS BETO !!! PARABÉNS A TODOS QUE CONTINUAM COM ESSE TRABALHO !!! Parabéns ao “DECIMADOMURO”, “PULO DO GATO”,  “PKMAX”, “Geração Tracer” “Movimente” e tantos outros que continuam com esse trabalho.

Grande abraço

FORÇA SEMPRE!

O Parkour que você deveria procurar

30 mai

Eu acredito que poderia transformar este post em algo bem mais especifico, e talvez faça isso depois. Vim pensando na quantidade de habilidades que adquiri a partir do Parkour e que em nenhuma outra disciplina eu vi acontecer, algo que está presente no mindset(1) do Parkour, e que faz com que toda nossa experiência seja muito maior do que simplesmente atravessar um percurso de um ponto a outro, maior do que subir muros, maior do que tudo o que normalmente buscamos dentro do parkour, e isso é o que deveríamos buscar verdadeiramente.

Parkour é uma atividade apaixonante, poucas pessoas que se aventuram em um treino de Parkour (eu falo TREINO, de verdade sabe?) não entram de cabeça buscando o máximo de informação possível, e talvez todas essas habilidades façam parte do pacote inicial que encanta tanto os novatos, e que passam despercebidas pela falta de abordagem relativa a isso, tudo isso que vou falar, já vi alguém citando, mas resolvi fazer minha própria síntese.

existem coisas muito importantes: o toque, a sensibilidade, e o condicionamento físico

Stephane Vigroux

Awareness(2)

No Parkour essa sensação é notável desde o inicio, quando se aprende os primeiros movimentos, e começamos a fazer os primeiros saltos, rapidamente começamos a associar o mundo exterior com essa liberdade de se movimentar pelas estruturas disponíveis na rua, pelo que antes passávamos e não percebíamos. Tudo isso gera um estado constante de observação, de percepção. Vemos coisas que o resto do mundo normalmente ignora, esquece, deixa pra trás.

Lembro claramente das minhas primeiras semanas de parkour, que deixei de andar olhando pra frente e comecei a olhar tudo ao meu redor, o topo dos prédios, imaginar a distancia que teria de uma ponta a outra, quanto eu precisaria treinar para conseguir, qual seria a sensação de fazer cada um dos saltos que eu via. Procurava a todo instante pontos que pudessem servir de obstáculo, situações que pudessem exigir algum tipo de habilidade. E este relato se repete a cada novo praticante que vejo começando no Parkour. Nós vemos uma cidade diferente, da forma que um cidadão comum vê, e se não vê, ainda não sabe o que é o Parkour.

Com o passar do tempo esta forma de procurar obstáculos ao seu redor é substituído por uma noção de emergência, uma forma de imaginar sempre “por onde eu iria sair se acontecesse alguma coisa aqui?”, então você acaba se tornando mais atento para tudo que está ao seu redor a todo momento, e normalmente com um bom plano de fuga para se alguma situação ímpar acontecer. É algo natural, e normalmente é feito como uma brincadeira mental, formulando planos, e estratégias em sua própria ficção mental.

Outra percepção que adquirimos é uma noção bem particular de distância, sabemos com um simples olhar se conseguimos ou não alcançar algum ponto. Sabemos com o olhar as distâncias medidas com nossos próprios pés, “Daqui até aquela parede tem 9 pés”, não adianta, a gente sempre acerta. Esse tipo de noção foi amplificado quando paramos de medir, associamos essa necessidade com a possibilidade de uma emergência, e passamos a simplesmente olhar e saber. Tracers são máquinas de cálculos visuais.

O toque e a sensibilidade

Existe uma habilidade adquirida que é fantástica, e que fui apenas perceber quando um amigo me disse para treinar isso ativamente e não simplesmente deixar acontecer. A capacidade de saber exatamente a textura, a consistência, a capacidade de aderência, e a integridade de uma superfície sem nunca ter tocado.

Sabemos que muros chapiscados aderem demais, e que se chegarmos com muita força provavelmente vamos machucar os pés. Muros brancos pintados de cal aparentemente são aderentes, mas quando os pés tocam a parede deslizam rapidamente para baixo. Sabemos que alguns tipos de arvores tem galhos finos porém super resistentes, e que alguns galhos aparentam bastante rigidez mas quebram facilmente com qualquer força sobre ele. Necessitamos o tempo todo de uma sensibilidade a mais do que a comum para não termos surpresa durante os saltos, e que para nosso objetivo maior que é estar preparado para situações de emergência, saber onde pisamos é uma chave de ouro.

No começo fazemos isso naturalmente, e com a experiência aprendemos que determinadas superfícies são mais escorregadias, ou mais aderentes. Sabemos que esse tipo de Percepção nos é necessário, e que pode nos manter longe de acidentes. Mas uma vez que treinado, esse tipo de habilidade pode ser ampliada de uma forma fantástica, tocar as superfícies, sentir e absorver esses padrões deve se tornar um hábito, até tudo isso ficar automático, e você simplesmente saber se pode fazer ou não um salto para determinado lugar apenas com a análise visual, sabendo se vai escorregar demais, ou aderir demais.

Brutalidade e Força

Como sempre faço questão de dizer, poucas pessoas são tão fortes como os tracers. Temos algum distúrbio gerado pela forma com que nos desenvolvemos, e que faz nosso referencial de força, esforço, exercício físico e dedicação serem um pouco deturpadas. É muito comum tracers fazerem séries longas de exercício que parecem mentira para as pessoas de fora, quem não está nesse meio se assusta com o que fazemos.

Tracers buscam sempre alcançar o máximo de força possível, e todo mundo dentro do parkour acha que pode ser cada vez mais forte, e fazer cada vez mais coisas, ou você conhece muito mais gente que se junta com os amigos num domingo para fazer 500 flexões? ou 100 repetições de algum movimento? carregar o amigo escada acima, correr descalço, fazer barras com 10/20 kg extra? Tudo isso pelo simples prazer de fazer, de uma forma até sádica, tracers tem prazer no suor, e no esforço. Todo mundo se espanta com os feitos executados pelos tracers, e esse espírito é o ponto máximo do Parkour para mim. Buscar ser o mais forte possível, sempre.

Temos uma capacidade de ir atrás do que queremos invejável, acreditamos em um objetivo e trabalhamos arduamente pelo menos objetivo por meses, simplesmente para fazer um único movimento, ou um obstáculo especifico. Não viramos as costas e vamos embora, permanecemos fazendo 10, 20, 100, 300, 1000 repetições, não simplesmente até conseguir, mas até fazer da forma mais limpa e perfeita possível, o importante não é só acertar, mas tornar tão natural que seja impossível errar.

O que devemos buscar

Tracers em sua maioria são formados na rua, no asfalto, com as mãos sangrando pelos calos arrancados no muro, com muito suor e sujeira. Aprendemos a ser resistentes e menos frescos, saímos da nossa zona de conforto, das roupas limpas, da calçada e da escada, e passamos a enxergar um mundo bem mais completo e cheio de aventuras, descobrimos uma nova dimensão dentro do mundo aonde sempre vivemos, e que agora nos fascina por sua total complexidade.

Falamos muito em um Parkour simples e direto, buscando eficiência e e agilidade, mas tudo isso gera um reflexo em nossas vidas pessoais que sabendo como buscar, compartilhando, podemos aproveitar muito mais. Devemos ficar atento para os aspectos secundários do Parkour, e aos benefícios extras que conseguimos durante os treinos. Existem vários outros além dos que citei, lembra de algum? compartilhe!

(1) Mindset = algo como a forma de pensar, a mentalidade envolvida.

(2) Awareness: Serve para descrever um estado de consciência, de percepção, da capacidade de perceber as coisas ao seu redor.