Adestramento Espartano
7 abr
Por maior que fosse o fanatismo e a supressão da liberdade, ainda
assim tenho um grande interesse na cultura de Esparta e seu
método educacional chamado de “Agogê”.
A palavra Agogê significa “adestramento”, “treinamento”. Seu objetivo
maior era formar o soldado-cidadão perfeito. A vida em Esparta serviu
claramente como inspiração no estudo pedagógico feito por Rousseau em
seu “Método de Educação Natural”. Esse entendimento pedagógico formou
as bases pelas quais Georges Hébert construiu seu Método Natural de
Educação Física, em seus três aspectos (físico, viril e moral).
A visão de Rousseau sobre auto-educação pela experiência própria é
evidente na primeira fase da educação espartana, quando dos 7 aos 12
anos, o menino era enviado para participar de uma espécie de bando que
era criado ao ar livre onde terminavam padecendo sob um regime de
permanente escassez alimentar, desenvolvendo a astúcia e o engenho
para conseguir uma ração suplementar. Tal “adestramento” é muito
similar ao que hoje é feito entre os regimentos especiais de combate
contra-insurgente ou dos batalhões da floresta exatamente pela
influencia do MN no treinamento militar.
Nessa cultura antiga, era admitida aos pequenos soldados a caça e o
furto (roubo imperceptível para a vítima e geralmente sem violência)
como artifícios válidos na formação das suas crianças e dos seus
jovens. Mas se pegos durante o roubo, recebiam castigos
violentíssimos. Não pelo roubo, mas simplesmente por terem sido pegos.
Em lugar de proteger os pés com calçados, as crianças eram obrigadas a
andar descalças, a fim de aumentar a resistência dos pés. Elas usavam
apenas um tipo de roupa o ano inteiro, para que aprendessem a suportar
as oscilações de frio e calor. Uma vez por ano, os meninos eram
chicoteados em público, diante de um altar, numa espécie de concurso
público de resistência à dor.
Para não serem castigados (o que era impossível), e para poderem
sobreviver fora da cidade, o cuidado, a estratégia e o silêncio eram
seus aliados. Observando esses fatos, que em parte inspiraram Rousseau
e Georges Hébert, notamos que a dedicação a uma intensa disciplina
física, na antiguidade não era uma opção, era o que separava os vivos
(fortes) dos que morreriam!
Se esforce e treine sempre como se fosse a ultima vez. E dure
para treinar amanhã!





Puts… imagina se o treino no parkour fosse a chicotada… O_o”, coitado dos guris… mas pelo menos ganhavam resistência…
Eu acredito que por pior que fosse a vida desses meninos, quando se tornavam “adultos” agradeciam todos os dias por terem participado de tal regime. Eu tive a oportunidade (um pouco infeliz) de participar do curso de comandos quando servi o exército, e confesso que algumas limitações, nem tantas físicas, mas a maioria psicológica foram rompidas lá e permanecem até hoje.
Parabéns pelo post, boa pesquisa Fillipe.
Abraço.
Eu acho muito doido saber disso… Mas não acho que o regime precise ser TÃO severo.
“Não há que ser forte, há que ser flexível.” ~Ditado Chinês
Eu, pelo menos, uso isso nos meus treinos. Sempre tento não me especializar, ou ser forte, em alguma coisa sem antes ter todas as outras razoavelmente no mesmo nível.
Às vezes, o trabalho intelectual melhora tanto o meu Parkour quanto os treinos.
é um ótimo poster, eu sempre gosto de ler o que você encreve, no meu site tambèm tem ums artigos e umas notícias muito boa. abraços.http://sensuaisegatas.blogspot.com
Putz Rafael eu penso o msm q vc ^^