Archive | abril, 2010

135 anos de Hébert

27 abr

A 135 anos nascia Jean Bouin Georges Hébert (27 de Abril de 1875 em Paris – 02 de agosto de 1957 em Tourgéville) foi um educador francês pioneiro, teórico e professor. Criador de um método natural de educação física, fortemente ligado ao curso de obstáculo, e antagônico a ginástica e especialização esportiva.

Entrou na Marinha em 1893. Antes da Primeira Guerra Mundial, Hébert foi postado na cidade de St. Pierre na Martinica. Em 1902 a cidade foi vítima de uma catastrófica erupção vulcânica e Hebert heroicamente coordenou a evacuação e resgate de cerca de sete centenas de pessoas com esse desastre. Esta experiência teve um profundo efeito sobre ele, e reforçou sua crença de que a habilidade atlética deve ser combinado com coragem e altruísmo.

Vem viagem , Hébert ficou impressionado com o desenvolvimento físico e as habilidades de movimento dos povos nativos, na África e em outros países: “Seus corpos eram esplêndidos, flexíveis, ágeis, habilidosos, duráveis, resistentes e ainda não tiveram nenhum tutor em ginástica, mas outros as suas vidas na Natureza.” Ainda no mar, Hébert começou a sistematizar um método de formação de cultura física padronizada sobre as habilidades dos povos indígenas que havia encontrado.

Após seu retorno à França, como primeiro-tenente, tornou-se diretor de exercícios físicos na Marinha em 1910. Em 1913 foi nomeado diretor técnico Faculdade de Reims, onde começou a definir os princípios de seu sistema próprio de educação física e criar aparelhos e exercícios para ensinar o seu “Método Natural” de acordo com a esquemática que ele observou na África, e inspirado pelas representações clássicas do corpo humano nas estátuas greco-romanas e os ideais da ginásios gregos antigos. Rejeitou a esclerose da ginástica corretiva e do método popular sueco de cultura física, que lhe parecia incapaz de desenvolver o corpo humano harmoniosamente e incapaz de preparar seus alunos com os requisitos “moral” da vida, centrando-se em competição e performance (o esporte competitivo), assim desviando a educação física de sua capacidade de promover sadios valores morais.

Ele definiu esporte como “qualquer tipo de exercício ou atividade física para a realização de performance e cujo desempenho depende principalmente da idéia de luta contra um elemento definido, a distância, o perigo, animal, [...] um adversário e, por extensão, contra si mesmo.”

Posteriormente, foi promovido a comandante da Legião de Honra.

Mesmo após tanta informação veiculada aqui no decimadomuro.com nunca é demais lembrar que seu Método Natural e suas idéias pessoais (retorno à natureza, a importância do sol, das atividades ao ar livre, da nudez “controlada” e a crítica à especialização esportiva), constituem um amplo conjunto de idéias sobre educação do corpo, nos tocando sensivelmente na presente e contínua evolução do do Parkour. Idéias que mudam o mundo.

Abraço! Bons Treinos!

Movimente-se

25 abr

O Parkour, algo que não se pode simplesmente explicar, é necessário viver por um certo tempo para realmente entender o que significa esse nome. Pegue várias “definições” do parkour e junte em um pequeno texto, como:

Intenso treinamento para uso utilitário, adaptável a qualquer

indivíduo, obstáculo ou ambiente, em percurso onde se corta caminho

entre dois pontos da forma mais rápida, fluida e segura possível,

visando a auto-preservação e o altruísmo . Valendo-se apenas do

próprio corpo como ferramenta, por meio do alto nível de controle

físico e mental, que surge pela interação entre corpo e mente de forma

livre. Sendo tal controle a essência e o objetivo do treinamento.

Pode até ter ficado interessante, mas ainda assim não explica o que realmente é o Parkour de forma completa. Pois somos uma nova geração!

Não somos os Provos da Alemanha, nem os Hippies dos anos 60. Somos Tracers, espalhados pelo mundo inteiro! Mesmo que o mais antigo de nós esteja beirando os 40 anos, o que acreditamos é lógico e claro desde quando o homem surgiu na terra. Uma lógica super inerente da essência humana, seja em seu estado natural ou social, seja pelo enfoque das pulsões de vida e de morte como Freud escreveu, seja pelo aprendizado na experiência própria de Rousseau, seja pela não-agressão de Gandhi, ou seja na história do bom samaritano de Jesus. Não importa a cultura, a religião, ou a etnia, todo tracer evolui de forma comum, como humano!

Como evoluímos, e aceitamos viver o “Ser e durar” + “Ser forte para ser útil”, agora temos novas responsabilidades. Responsabilidades ligadas a sociedade, com o altruísmo, a preservação, etc. Seguindo esse pensamento, por sermos os seres fortes, não somos apenas indivíduos em um ambiente, somos os responsáveis por mudar as situações com as quais não nos conformamos.

Entenda tudo que eu disse como um conselho, para todos e para mim!

Uma verdadeira apologia aos Parkour e a evolução. Por que está parado? Mudar o mundo depende de você!

MOVIMENTE-SE!

Abraço!

O “Le” Parkour ?

22 abr

O “Le” Parkour ?

Ando num processo pessoal novo e meu objetivo é tentar “padronizar” e informar corretamente como falar e se referir ao Parkour e todos os seus embolados termos.
Mixes de português, Inglês e Francês aparecem o tempo todo em um dialogo entre Tracers. Mas muita coisa ainda é divulgada errada e assim vai passando de um para o outro, mas quem está a mais tempo nisso acaba se cansando.

O Exemplo agora é o “Le” do “Le Parkour” e que não vou mentir. Irrita.

Le – Artigo definido – Le é o nosso “o”, utilizado para objetos no singular e de gênero masculino.

É comum as pessoas falarem “O le parkour”. Mas o que importa na frase é Parkour.
O Parkour, ou simplesmente Parkour, já é correto, e suficiente, o nome já foi definido para ser eficiente
e direto, porque adicionar algo tão redundante assim?

Exemplos de má utilização?

Eu treino le parkour
Você faz le parkour?

A quanto tempo você treina le parkour?

O Le Parkour é muito legal

Não soa estranho? não parece forçado?

Eu treino Parkour, O Parkour é do ca*!@#$ !

E assim vai..

Abraços

O “Le” Parkour ?

Ando num processo pessoal novo e meu objetivo é tentar “padronizar” e informar corretamente como falar e se referir ao Parkour
e todos os seus embolados termos. Mixes de português, Inglês e Francês aparecem o tempo todo em um dialogo entre Tracers.
Mas muita coisa ainda é divulgada errada e assim vai passando de um para o outro, mas quem está a mais tempo nisso acaba se cansando.

O Exemplo agora é o “Le” do “Le Parkour” e que não vou mentir. Irrita.

Le – Artigo definido – Le é o nosso “o”, utilizado para objetos no singular e de gênero masculino.

É comum as pessoas falarem “O le parkour”. Mas o que importa na frase é Parkour, Lê é só o artigo que
define o gênero. O Parkour, ou simplesmente Parkour, já é correto, e suficiente, o nome já foi definido para ser eficiente
e direto, porque adicionar algo tão redundante assim?

Exemplos de má utilização?

Eu treino le parkour
Você faz le parkour?
A quanto tempo você treina le parkour?
O Le Parkour é muito legal

Não soa estranho? não parece forçado?

Eu treino Parkour, O Parkour é do ca*!@#$ !

E assim vai..

Abraços

Ainda sobre Método Natural

21 abr

Jacques moreno envou esse e-mail para contribuir ainda mais com o conteúdo do nosso ultimo PodKast com K sobre Método Natural. Reuni as fotos que ele cita em uma apresentação de slides.

Método Natural De Educação Física e Moral

Olá amigos “parcueiros”.

Cara amei esse PodKast. Pelos seguintes motivos: muito interessante, muita informação que vou guardar pra sempre e além de tirar as minhas ultimas dúvidas de que o Método Natural faz parte da História da Educação Física. Pois curso o terceiro período de Educação Física na UFPB.

Caras, tenho algumas coisas para contribuir:

1 – Os vídeos mais lindos do Método Natural são concerteza os do Erwan Le Corre, então vai ai o Canal do youtube MovNat :

http://www.youtube.com/user/MovNat

2- Estou enviando anexados algumas imagens do Método Natural que encontrei nesse site…

http://www.wmaker.net/parkour/Raymond-Belle_r4.html … que inclusive o link já foi citado na comunidade Parkour Brasil. Entre elas contém uns gráficos e tabelas bem interessantes, supostamente a que o Duddu citou no minuto 32 do PodKast. Nessa imagens também estão matérias em francês sobre o Vôvô Raymond.

3 – Vocês falaram do carregamento nas costas, envio esse Link do 4Shared do Duddu:

http://www.4shared.com/video/0CaoZKsl/Duddu_carregando_Jacques.html

Nele dá para assistir um vídeo feito no 1º Encontro Paraibano de Parkour,

no qual Duddu, Edi e Ítalo estiveram presentes. Nesse vídeo

Duddu está me carregando em um treino que fizemos num domingo a noite.

Bem, essas minhas contribuições e até a próxima!

Abraços e bons treinos.

Jacques de Lima Moreno

João Pessoa – Paraíba.

O Vôo do Besouro

18 abr

Postei isso no meu blog pessoal de treino a uns 3 anos atrás, acho que conta bem o que passei no começo. Pensei em reorganizar o texto e dar uma arrumada, mas resolvi postar como postei no original.

A velha história do Besouro, muita gente já acabou ouvindo isso de uma maneira ou outra.

Mas quando você acaba entrando no mundo rígido dos treinamentos físicos, você começa a bater em um monte de paredes, e quantas vezes você não pensou “acho que não nasci pra isso”.

Deixando todo o ego de lado, independente de quem está lendo, isso, do que treina, seja artes marciais, Parkour, desenho, balé, estudos, ou qualquer outra coisa que ja tenha tentado fazer, você nunca parou e pensou “Acho que vou parar, não nasci pra isso.” Aposto que já.

Para quem não conhece a história do besouro, é a seguinte:

Fisicamente, A relação entre a aerodinâmica, o tamanho das asas, e o peso tornam impossível a possibilidade de um besouro voar. Mas como dizem por ai, esqueceram de avisar ao besouro que ele não pode voar, então ele voa. Mesmo voando de forma desengonçada, ele consegue da forma dele, e do jeito dele sem se importar com que os outros digam, ignorando até o fato da física afirmar que ele não pode voar.

Gosto muito de lembrar da forma que comecei, e como me tratavam as pessoas quando descobriam que eu tinha começado a treinar algo que envolvia agilidade, saltos, corrida, força física, e como ao longo dos anos a reação das pessoas foi mudando, e eu consegui mostrar que por mais que ninguém, e afirmo isso, ninguém acreditava que eu ia durar mais de 6 meses no Parkour, eu era gordo e desengonçado, e quando eu falava “Treino Parkour”, e explicava do que se tratava, as pessoas falavam “ah legal” com um tom meio irônico, e acabavam rindo ou fazendo piadas da situação.

Pegando o exemplo do besouro, posso dizer que a maioria das vezes deixamos as pessoas nos dizer quem somos, e do que somos capazes. Ao invés de correr atrás e descobrir até onde vamos, simplesmente deixamos o nosso próprio preceito nós travar e acabamos não saindo do lugar. Você é gordo? por isso não treinar? se você for esperar perder todo peso necessário para começar, esqueça isso nunca vai acontecer! Uma coisa é certa, coisas só acontecem você busca um motivo para acontecer.

Não existe velho demais, não existe gordo demais, não consigo enxergar nenhum motivo para ficar parado e não praticar algo. O que basta é começar.

Deficientes físicos dão um SHOW em pessoas saudáveis quando se trata de motivação, assista uma para-olimpíadas e vai entender o que estou falando. Nós temos medo de não conseguir ser melhor que o outro, e acabamos não tentando, Mas não conseguimos enxergar que só devemos ser dia após dia, melhor do que nós mesmos.

Treinem!

Podkast com K – 004 – O Que é o Método Natural?

12 abr

Podkast com K – 004 – O Que é o Método Natural?

Senhoras e Senhores!

Temos o orgulho de apresentar mais um episódio do nosso PodKast com K, hoje falaremos sobre Método Natural, aproveitando o que o nosso amigo Eduardo Rocha (Duddu) está traduzindo o primeiro livro do criador do Método Natural, George Hebert.

Para acompanhar com o PodKast:

Ganhador do concurso de videos: Renan Kikuche

blah

Artigos Método Natural:

Downloads direto do Pulo do Gato

Método Natural no Decimadomuro

Video dos stunts do Jackie Chan citado

Trilha Sonora do Podkast:

Deep Puddle Dynamics – Where the wild things are
Sepultura – Roots (Várias Músicas)
Alibi – Chaparral

E-mails para contato: alberto@pakour.com.br e bruno@pkmaxparour.com

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

<= (pedir para salvar como)

Postura nos exercícios

8 abr

Falamos muito sobre exercícios, eu sou da vertente do Parkour que usa os treinamentos físicos como uma parte integrante dos treinos, que conta a parte física mais do que como uma ajuda, mas como parte do Parkour, mas depois eu falo mais sobre isso.

É importante – MUITO IMPORTANTE – que quando falamos sobre exercícios deixarmos claro que a postura, e a forma quando executamos os exercícios deve ser o mais perfeito possível.

Faço flexão todo dia e não vejo resultado

Executar exercícios com a postura errada inicialmente só diminui a eficiência do exercício, quando “roubamos” na postura estamos na verdade tentando facilitar a execução do movimento, diminuindo o esforço, assim não temos o resultado que o exercício deveria trazer.

Dores e lesões muitas vezes são resultado a longo prazo de exercícios com a postura errada, flexões muito curvadas, agachamento com a coluna errada e com joelhos projetando demais para frente, saltos sem firmeza. Em resumo fazer as coisas de qualquer jeito, simplesmente por fazer, acaba resultando em  lesões e problemas para o resto da vida.

Quando for fazer exercícios observe a postura, e a forma, isso tudo é MUITO importante para não termos problema, se não souber qual a postura certa, pode me enviar um e-mail que tiro fotos, escrevo sobre e respondo os e-mails, ou simplesmente busque no google.

Exemplo de como não fazer

blah

Adestramento Espartano

7 abr

Por maior que fosse o fanatismo e a supressão da liberdade, ainda
assim tenho um grande interesse na cultura de Esparta e seu
método educacional chamado de “Agogê”.

A palavra Agogê significa “adestramento”, “treinamento”. Seu objetivo
maior era formar o soldado-cidadão perfeito. A vida em Esparta serviu
claramente como inspiração no estudo pedagógico feito por Rousseau em
seu “Método de Educação Natural”. Esse entendimento pedagógico formou
as bases pelas quais Georges Hébert construiu seu Método Natural de
Educação Física, em seus três aspectos (físico, viril e moral).

A visão de Rousseau sobre auto-educação pela experiência própria é
evidente na primeira fase da educação espartana, quando dos 7 aos 12
anos, o menino era enviado para participar de uma espécie de bando que
era criado ao ar livre onde terminavam padecendo sob um regime de
permanente escassez alimentar, desenvolvendo a astúcia e o engenho
para conseguir uma ração suplementar. Tal “adestramento” é muito
similar ao que hoje é feito entre os regimentos especiais de combate
contra-insurgente ou dos batalhões da floresta exatamente pela
influencia do MN no treinamento militar.

Nessa cultura antiga, era admitida aos pequenos soldados a caça e o
furto (roubo imperceptível para a vítima e geralmente sem violência)
como artifícios válidos na formação das suas crianças e dos seus
jovens. Mas se pegos durante o roubo, recebiam castigos
violentíssimos. Não pelo roubo, mas simplesmente por terem sido pegos.
Em lugar de proteger os pés com calçados, as crianças eram obrigadas a
andar descalças, a fim de aumentar a resistência dos pés. Elas usavam
apenas um tipo de roupa o ano inteiro, para que aprendessem a suportar
as oscilações de frio e calor. Uma vez por ano, os meninos eram
chicoteados em público, diante de um altar, numa espécie de concurso
público de resistência à dor.

Para não serem castigados (o que era impossível), e para poderem
sobreviver fora da cidade, o cuidado, a estratégia e o silêncio eram
seus aliados. Observando esses fatos, que em parte inspiraram Rousseau
e Georges Hébert, notamos que a dedicação a uma intensa disciplina
física, na antiguidade não era uma opção, era o que separava os vivos
(fortes) dos que morreriam!

Se esforce e treine sempre como se fosse a ultima vez. E dure
para treinar amanhã!

Me lesionei fazendo Parkour, e agora?

4 abr

É comum vermos atletas de ponta lidarem com lesões com bastante frequencia. Creio ser impossivel alguém com uma rotina forte de treinos, principalmente em esportes de alto rendimento, e não estar sujeito a algum tipo de lesão. Bom, e como fica o Parkour no meio disso? Parkour pode ser comparado a um esporte de alto rendimento ou não? Me lesionei fazendo Parkour, e agora?

Sabemos que o Parkour é uma atividade que em sua essência não envolve competições ou busca por medalhas. Porém é fato que se quisermos ter um bom rendimento dentro da atividade, e desenvolver um bom Parkour, precisamos manter um ótimo condicionamento físico, ter uma boa alimentação, um bom sono, enfim, levar uma vida saudável. Isso se deve ao fato de o Parkour ser uma atividade em que o tempo todo envolve o uso da força física em praticamente todas as partes do corpo, e principalmente o uso da concentração para fazer um determinado movimento. Então por ser uma atividade em que envolve muito impacto, podendo também haver situações de muito risco, é extremamente necessário não admitir erros nos treinos, e treinar repetidas vezes um determinado movimento, bucando sempre a perfeição, treinar o condicionamento físico, ter um corpo forte. Sobretudo, saber o seu limite, até onde deve ir, saber a hora de parar e descansar. Essa é a melhor forma de prevenir alguma lesão dentro do Parkour.

Mas como não somos nenhum Wolverine, muito menos um Hulk, mesmo com toda a prevenção, nossos corpos também no Parkour estão sujeitos a lesões. E quando isso acontece, é a hora de tentar tirar aprendizados, que poderão ser valiosos. Particularmente falando, eu já me lesionei algumas vezes, e apesar de não ter sido nada realmente grave, pude aprender muito. A partir do momento em que você se lesiona, e está impossibilitado de treinar, é hora de parar e refletir sobre seu momento dentro da atividade, se conhecer melhor e sobretudo, não desistir. É preciso analisar onde estão seus erros, onde e de que forma você pode melhorar, é hora de readaptar sua mente, reavaliar conceitos, e também conhecer mais sobre seus limites. Talvez o periodo de lesão seja a sua maior prova dentro da atividade. É preciso ter muita paciencia para encarar todos os momentos da recuperação, pois para todas as etapas terá a sua hora certa. A recuperação consiste em um processo gradual, e pode ser muito arriscado pular essas etapas.

Pesquise, vá a um médico, procure saber mais sobre sua lesão e tudo que pode ser feito para se reabilitar. Assim como em um treino de Parkour, o período de lesão é a hora de se diciplinar, colocar metas, planejar da melhor forma a sua reabilitação. Se motive, busque inspiração em pessoas que já passaram por momentos de lesão e que se recuperaram. Você não é o primeiro, nem ultimo a passar por isso. Viva intensamente esses momentos, pois esse periodo será só seu, você estará sozinho nele, e tudo dependerá somente de você e de onde você quer chegar. Busque fazer outras coisas em momentos em que você queria estar treinando, pode ser um período para o ganho de novos conhecimentos sobre outras areas da vida, afinal a vida não é só Parkour assim como eu disse em um post anterior, o Parkour é somente uma das infindáveis ferramentas que o ser humano possui para se expressar.

Lidar com uma lesão nem sempre é facil, muito pelo contrário, pode ser muito dificil e doloroso. Mas só você mesmo vai saber o verdadeiro grau de importancia e o impacto que isso possui. Independente da gravidade da lesão, é você quem irá determinar como tudo irá acontecer adiante. É importante lembrar que nada vem de graça, e pra tudo há de se pagar um preço, até mesmo para bons aprendizados e descobertas.

Bons treinos, ou boa recuperação.

Trabalhando o Medo

3 abr

O Que nos faz ignorar 10 metros de altura quando fazemos um salto de um ponto ao outro?

O Que nos faz praticamente ignorar o perigo da queda, e da morte quase certa em caso de erro?

Ao ver esse video acreditamos que essas pessoas não tem medo de nada, ou de quase nada. Mas não funciona bem assim.

blah

Todos somos condicionados com medos que vem desde nossa criação, até a forma com que nossos pais nos privaram de experiências, as vezes superprotegendo e tentando evitar que nos arriscássemos, e no Parkour tudo que nós fazemos quase o tempo todo é colocar nossa integridade em risco, mas não é um risco qualquer é um risco completamente controlado.

Quando todos começamos temos medo de absolutamente tudo, qualquer coisa que passe da nossa zona de conforto – o que para alguns é bem fácil de acontecer – acaba despertando medo, e medo no Parkour é uma faca de dois gumes.

O Medo nos limita, nos faz não tentar, e não evoluir. Isto é um fato quando se treina Parkour. e como fazemos para nos livrar desse medo? Autoconfiança é a resposta.

Quando insistimos aos iniciantes que treinem repetidas vezes, centenas de vezes cada movimento não é apenas para que qualquer movimento seja efetuado de forma perfeita, mas que seja quase impossível realiza-los da forma incorreta. Saber exatamente a distância que se alcança com um salto, ou exatamente a altura em que absorver um impacto é confortável é extremamente necessário para um Tracer, treinar essa análise visual é essencial para quem treina. Por isso treinar cem vezes cada movimento é pouco para te trazer essa confiança perfeita do que consegue ou não executar.

Eu só coloco meu chapéu aonde eu alcanço

Este é o motivo que valorizo completamente os treinos físicos, as vezes acabo valorizando mais a capacidade física de um tracer do que sua habilidade técnica, pelo simples fato de que força trás confiança em qualquer lado da vida.

Quando faço algum salto, tenho em mente que se qualquer ponto sair errado, eu tenho força suficiente para me segurar com os braços, ou massa muscular suficiente para receber um impacto com o corpo sem que me lesione, é o que anos atrás costumávamos chamar de “Armadura” do Parkour, construir um corpo forte e com massa muscular rígida o suficiente para receber pancadas e não ser capaz de lesionar seriamente. Em resumo, eu só faço o que sei que consigo, e só os treinos podem nós ensinar o que somos capazes, e até onde somos capazes de ir.

Não tenha vergonha de errar, tenha vergonha de não tentar

Este é um dos problemas que mais senti em toda minha vida de Parkour, vergonha de errar. O Medo de errar nos faz as vezes nem tentar, e assim, obviamente não conseguiremos fazer nada. Errar é comum, por isso treinamos em ambientes controlados, níveis baixos e raramente vamos a lugares altos, controlamos o risco para poder errar, para poder arriscar.

Não tenha vergonha de pedir ajuda, pedir para um amigo ficar embaixo pronto para segurar caso você não chegue, ou não consiga segurar, tudo isso é valido para desprender do medo e desenvolver seu Parkour.

Abraços,

Bons Treinos